Armas químicas estão sendo utilizadas na Síria, segundo ativistas

Soldado de oposição síria veste máscara de gás na cidade de Aleppo, na Síria (Pierre Torres / AFP / GettyImages)

Ativistas de oposição síria divulgaram vários vídeos que mostram a utilização de armas químicas por parte do exército sírio. Desde a semana passada, os governos ocidentais têm expressado preocupação sobre a atitude dissimulada do regime de manipular produtos químicos que atacam o sistema nervoso.

O Ministro das Relações Exteriores britânico, William Hague e o presidente dos EUA, Barack Obama, ambos declararam que a Síria estaria passando dos limites caso utilizasse armas químicas e que a intervenção estrangeira na guerra civil seria eminente.

Hague disse durante a conferência de segurança no Bahrein que a utilização de armas químicas marcaria uma “grande mudança” no conflito que já dura 20 meses, e matou dezenas de milhares de pessoas. Ele acrescenta que “O presidente dos Estados Unidos advertiu sobre as graves consequências e ele está falando sério”, segundo a BBC.

Um incêndio causado por um tanque sírio foi capturado em vídeo. De acordo com os ativistas de oposição, não se pode extingui-lo com água, informou o jornal Al-Arabiya no domingo (9). O tanque lançou uma substância tóxica que borbulhava, disseram os ativistas.

Os soldados de oposição síria também postaram um vídeo mostrando os equipamento que, segundo eles, estão sendo usados por soldados sírios como proteção contra armas químicas.

Os vídeos apareceram depois de Hague, em entrevista à BBC no sábado (8), disse que há “suficientes evidências para emitirmos um aviso”, referindo-se aos planos aparentes do governo sírio em usar armas químicas.

As autoridades dos EUA disseram à revista Wired na semana passada que os químicos da Síria começaram a combinar substâncias para produzir o agente que ataca o sistema nervoso, conhecido como gás Sarin. Acredita-se que existam mais de 500 toneladas métricas de difluoreto methylphosphonyl e isopropanol na Síria, os quais são utilizados para criar o gás.

“Fisicamente, eles chegaram ao ponto onde pode-se carregá-lo em um avião e despejá-lo ao solo”, disse um oficial dos EUA.

As armas químicas estão principalmente concentradas em cinco bases aéreas. Elas estão sendo monitorados de perto pelos serviços de inteligência internacionais, informou a BBC, citando as forças militares ocidentais baseadas na região do Golfo Pérsico.

O governo sírio disse que não tem planos para usar armas químicas, segundo a AFP, e respondeu que os rebeldes são mais propensos a usar armas químicas. Os rebeldes “podem recorrer ao uso de armas químicas contra o povo sírio … depois de terem ganhado o controle de uma fábrica de cloro tóxico”, disse o Ministro da Relações Exteriores sírio à AFP.

Provavelmente ele está referindo-se ao Indústria Química Sírio-Saudita, localizada perto de Safira, que foi capturada pelos insurgentes da frente islâmica “extremista” Al-Nusra.

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