Publicado em - Atualizado em 10/04/2017 às 12:54

Petição exorta líder chinês a acabar com extração forçada de órgãos na China

Praticantes do Falun Gong participam de uma demonstração para esclarecer o público sobre a extração forçada de órgãos e outros crimes contra os direitos humanos na China, durante um evento em Santa Mônica, Califórnia, em 17 de julho. (Xu Touhui/Epoch Times)

Praticantes do Falun Gong participam de uma demonstração para esclarecer o público sobre a extração forçada de órgãos e outros crimes contra os direitos humanos na China, durante um evento em Santa Mônica, Califórnia, em 17 de julho. (Xu Touhui/Epoch Times)

Uma petição que já reuniu oito mil assinaturas nos últimos três dias convida o presidente Donald Trump a ajudar a acabar com a prática de extração forçada de órgãos na China.

Trump teve seu primeiro encontro com o líder chinês Xi Jinping na quinta-feira e discussões mais profundas numa reunião na sexta-feira.

A petição da Casa Branca criada em 5 de abril, insta a Trump que peça a Xi Jinping para acabar com a extração forçada de órgãos contra os praticantes do Falun Gong e outros prisioneiros de consciência na China.

A extração forçada de órgãos é parte de uma perseguição mais ampla que começou em 1999 pelo então líder comunista chinês Jiang Zemin e ainda está ocorrendo hoje contra o Falun Gong, uma prática espiritual pacífica.

Centenas de milhares de praticantes do Falun Gong em detenção são vulneráveis ​​a tornaram-se vítimas da extração forçada de órgãos, uma das práticas mais atrozes e desumanas nos dias de hoje, de acordo com pesquisadores e especialista de direitos humanos.

Estima-se que o regime chinês tenha realizado entre 60 e 100 mil transplantes por ano de 2000 a 2015, a maior parte dos quais seriam praticantes do Falun Gong, de acordo com um relatório de quase 700 páginas publicado em junho de 2016.

Os autores do relatório – David Kilgour, ex-secretário de Estado canadense e membro do Parlamento; o advogado de direitos humanos David Matas; e o jornalista investigativo Ethan Gutmann – explicam que é por isso que os pacientes de transplante podem ir à China e receber um órgão em poucos dias ou mesmo horas, se puderem pagar pelo procedimento. Em contraste, os pacientes em outros países podem permanecer em listas de espera por anos.

A conclusão final do relatório, disse David Matas no National Press Club em Washington em 22 de junho, “é que a China está envolvida no massacre de inocentes”.

Se a petição no site patrocinado pela Casa Branca recolher 100 mil assinaturas até 5 de maio, a Casa Branca é obrigada a fornecer uma resposta. O texto da petição diz:

“Evidências irrefutáveis ​​mostram que o ex-líder chinês Jiang Zemin não só começou uma perseguição brutal contra o Falun Gong em 1999 mas também iniciou contra esse grupo pacífico a abominável e mortal extração forçada de órgãos, uma prática intolerável no século XXI. O mundo civilizado deve resistir a essas atrocidades e exigir o fim de uma das mais graves violações dos direitos humanos de nosso tempo.”

“Sr. Presidente, ‘América Primeiro’ significa os valores americanos centrais. A defesa dos direitos humanos é uma das nossas maiores virtudes e o fundamento de nossa nação. Você tem a chance de mostrar ao mundo que os Estados Unidos continuam sendo o líder na defesa dos direitos humanos e não permanecerá calado diante desses crimes contra a humanidade .”

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