Publicado em - Atualizado em 27/05/2017 às 16:58

Petição exorta líder chinês a acabar com extração forçada de órgãos na China

Praticantes do Falun Gong participam de uma demonstração para esclarecer o público sobre a extração forçada de órgãos e outros crimes contra os direitos humanos na China, durante um evento em Santa Mônica, Califórnia, em 17 de julho. (Xu Touhui/Epoch Times)

Praticantes do Falun Gong participam de uma demonstração para esclarecer o público sobre a extração forçada de órgãos e outros crimes contra os direitos humanos na China, durante um evento em Santa Mônica, Califórnia, em 17 de julho. (Xu Touhui/Epoch Times)

Uma petição que já reuniu oito mil assinaturas nos últimos três dias convida o presidente Donald Trump a ajudar a acabar com a prática de extração forçada de órgãos na China.

Trump teve seu primeiro encontro com o líder chinês Xi Jinping na quinta-feira e discussões mais profundas numa reunião na sexta-feira.

A petição da Casa Branca, criada em 5 de abril, insta a Trump que peça a Xi Jinping para acabar com a extração forçada de órgãos contra os praticantes do Falun Gong e outros prisioneiros de consciência na China.

A extração forçada de órgãos é parte de uma perseguição mais ampla que começou em 1999 pelo então líder comunista chinês Jiang Zemin e ocorre ainda hoje contra o Falun Gong, uma prática espiritual pacífica.

Centenas de milhares de praticantes do Falun Gong em detenção são vulneráveis ​​a tornaram-se vítimas da extração forçada de órgãos, uma das práticas mais atrozes e desumanas nos dias de hoje, segundo pesquisadores e especialistas de direitos humanos.

Estima-se que o regime chinês tenha realizado entre 60 e 100 mil transplantes por ano de 2000 a 2015, a maior parte dos quais seriam praticantes do Falun Gong, de acordo com um relatório de quase 700 páginas publicado em junho de 2016.

Os autores do relatório – David Kilgour, ex-secretário de Estado canadense e membro do Parlamento; o defensor dos direitos humanos, David Matas; e o jornalista investigativo Ethan Gutmann – explicam que é por isso que os pacientes que aguardam por transplantes podem ir à China e receber um órgão em poucos dias ou mesmo horas, se puderem pagar pelo procedimento. Em contrapartida, em outros países os pacientes podem permanecer em listas de espera por anos.

A conclusão final do relatório, disse David Matas ao National Press Club em Washington em 22 de junho, “é que a China está envolvida no massacre de inocentes”.

Se a petição no site patrocinada pela Casa Branca recolher 100 mil assinaturas até 5 de maio, a Casa Branca é obrigada a emitir uma resposta. O texto da petição diz:

“Evidências irrefutáveis ​​mostram que o ex-líder chinês Jiang Zemin não só começou uma perseguição brutal contra o Falun Gong em 1999, mas também iniciou contra esse grupo pacífico a abominável e mortífera extração forçada de órgãos, uma prática intolerável no século XXI. O mundo civilizado deve resistir a essas atrocidades e exigir o fim de uma das mais graves violações dos direitos humanos de nosso tempo.”

“Sr. Presidente, ‘América em Primeiro Lugar’ significa os valores americanos basilares. A defesa dos direitos humanos é uma das nossas maiores virtudes e o fundamento de nossa nação. Você tem a chance de mostrar ao mundo que os Estados Unidos continuam sendo o líder na defesa dos direitos humanos e não permanecerão calados diante desses crimes contra a humanidade .”

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