Senado do estado de Missouri aprova resolução que condena extração forçada de órgãos na China

"Ninguém quer sobreviver às custas de uma pessoa que foi assassinada para a extração de seus órgãos"

Por Frank Fang, Epoch Times

Em uma votação unânime realizada em 18 de maio, o Senado do Estado do Missouri aprovou a Resolução 28, que apela ao Partido Comunista Chinês para que acabe com a prática da extração forçada de órgãos.

A resolução, intitulada “Exortamos o Regime Chinês para que acabe com a prática de extração forçada de órgãos de prisioneiros”, foi proposta pela senadora Jill Schupp e pela senadora Gili Sasheed, e condena a “prática de extração forçada de órgãos de prisioneiros de consciência, especificamente, prisioneiros de consciência do Falun Dafa”.

Falun Dafa, também conhecido como Falun Gong, é uma antiga prática espiritual chinesa que cresceu em popularidade durante os anos 1990. Segundo estimativas oficiais, antes de o Regime Chinês lançar uma perseguição em todo o território contra adeptos da prática em 1999, havia entre 70 e 100 milhões de pessoas praticando o Falun Dafa.

Jiang Zemin, líder do Partido Comunista na época, considerou esta prática espiritual como uma ameaça ideológica ao regime comunista e mobilizou o aparato de segurança do Estado para perseguir, prender e encarcerar praticantes em um esforço para erradicar o Falun Dafa.

Na última década, investigadores independentes revelaram evidências de um crime ainda mais sombrio. A resolução do Missouri citou um relatório investigativo publicado em 2016 pelo advogado de direitos humanos David Matas; pelo ex-secretário de Estado do Canadá para a Região Ásia-Pacífico, David Kilgour; e pelo jornalista investigativo Ethan Gutmann. O relatório conclui que a China estabeleceu um “sistema de transplante de órgãos em escala industrial administrado pelo Estado, controlado através de políticas e financiamentos nacionais, através do qual órgãos de prisioneiros de consciência são retirados à força, prisioneiros esses que na maioria são praticantes do Falun Dafa.

“Aqui no estado do Missouri não toleramos tais violações de direitos humanos”, disse a senadora Schupp, segundo matéria publicada no Minghui.org, site dedicado a informar sobre a perseguição ao Falun Dafa na China.

“Estou orgulhosa de apoiá-los e dizer à República Popular da China: não continuem perseguindo estes praticantes [do Falun Dafa]. Não é certo matar pessoas para retirar seus órgãos, mesmo que os habitantes do Missouri precisem de transplantes de órgãos”, disse a senadora Schupp

Ela acrescentou: “Ninguém quer sobreviver às custas de alguém que foi assassinado para a extração de seus órgãos”.

A resolução também pede para que a comunidade médica do Missouri conscientize seus colegas “sobre os riscos de viajar para a China para obter transplantes de órgãos”. Para isso, a Assembleia Geral do Missouri, que inclui uma Câmara dos Deputados, concordou em tomar medidas para negar a entrada àqueles que estiveram envolvidos na “extração ilegal de tecidos e órgãos humanos” e “instaurar processos contra esses indivíduos”.

Esta não é a primeira vez que o governo do estado do Missouri expressa preocupação pela retirada forçada de órgãos na China. No ano passado, a Câmara dos Representantes do estado aprovou uma resolução semelhante, a Resolução 7, proposta pelo deputado Lynn Morris, que condena o crime de extração forçada de órgãos na China.

O deputado Morris acredita que aprovar a Resolução 28 foi igualmente importante. Segundo o site Minghui.org, ele disse: “Estamos tentando educar não somente os Estados Unidos e o povo do Missouri, nós estamos tentando alertar o mundo sobre o que está acontecendo com as pessoas que praticam o Falun Gong na China”.

O Congresso dos Estados Unidos também se uniu à reprovação da extração forçada de órgãos na China ao aprovar a Resolução 343 em junho de 2016. A deputada Ileana Ros-Lehtinen (deputada pela Flórida), que propôs a resolução, disse que as violações dos direitos humanos na China são bem conhecidas.

“Esse é o horrível tratamento que recebem os praticantes do Falun Gong, que é terrivelmente cruel, mas que ainda não recebe a devida atenção que merece”, disse ela.

 
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