Regime chinês pressiona, empresas japonesas respondem

Toyota e Nissan planejam suspender produção na China
Policiais permanecer firmes contra os manifestantes anti-Japão durante um protesto sobre a questão das ilhas Diaoyu, conhecidas como Senkaku no Japão, na cidade chinesa de Shenzhen, em 18 de setembro de 2012. (Peter Parks/AFP/Getty Images)

Controles alfandegários chineses mais restritos sobre produtos japoneses e crescentes boicotes a produtos japoneses estão causando um efeito bumerangue enquanto algumas empresas japonesas consideram seriamente sair da China por completo.

O serviço aduaneiro no porto de Tianjin perto de Pequim emitiu uma declaração às empresas japonesas em 19 de setembro, dizendo que aumentará a taxa de inspeção de produtos de origem japonesa, o que atrasará produtos japoneses ao passarem pela alfândega, segundo o jornal japonês Asahi Shimbun.

Empresas japonesas estão assumindo posturas próprias, com algumas fazendo arranjos para terminar seus negócios na China.

A Toyota Motor Corp. suspenderá a produção na China em outubro e parará todas as exportações para a China do Japão, segundo um artigo de 25 de setembro do Asahi Shimbun.

A Nissan Motor Co. Ltda. disse à Reuters que planeja suspender a produção de uma joint venture na China a partir de 27 de setembro e pela próxima semana no feriado nacional.

O comentarista político Wen Zhao disse à emissora NTDTV de Nova York que muitos trabalhadores chineses perderiam seus empregos se as empresas japonesas deixassem a China. “Que país pode vencer a guerra econômica é determinado pela estrutura social e política mais estável”, disse ele.

Na verdade, a economia da China depende muito do Japão, segundo Chen Zhifei, professor de economia da Universidade da Cidade de Nova York. Ele acrescentou que as estatísticas fornecidas pela embaixada do Japão na China mostram que o Japão forneceu cerca de 3,3 trilhões de ienes (40 bilhões de dólares) de ajuda econômica à China desde 2007.

“Desta forma, o Japão tem desempenhado um papel muito importante no desenvolvimento econômico da China”, disse Chen à NTDTV. “Mesmo agora, a economia da China ainda depende muito da importação de tecnologias, equipamentos e produtos provenientes do Japão, então, a China sofrerá consequências devastadoras se corta os laços econômicos com o Japão”, disse ele.

Cheng Xiaonong, um economista e ex-assessor do deposto premiê chinês Zhao Ziyang, concorda e diz que o boicote a produtos japoneses é impossível. Em entrevista à Rádio France Internationale (RFI), Cheng disse que as pessoas podiam ver em fotos publicadas na imprensa japonesa que os chineses usavam câmeras japonesas para tirar fotos dos manifestantes.

Além disso, a maioria dos equipamentos utilizados pela emissora estatal CCTV é feita no Japão, acrescentou Cheng. Portanto, a CCTV não será capaz de operar se a China boicotar produtos japoneses.

Cheng acredita que a atual situação econômica da China já é ruim o suficiente sem o regime agravar a disputa. “Isso pode levar muitas empresas de outros países a fugirem da China e, portanto, paralisar a economia chinesa”, disse ele.

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