Investigadores da OMS visitam hospital “zona zero” da pandemia na China

Por Agência EFE

O grupo de especialistas internacionais da missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) que investiga na China a origem da pandemia da novo coronavírus, visitou outra unidade de saúde de Wuhan, que tratou alguns dos primeiros casos de infecção detectados no planeta.

A equipe esteve no hospital Jinyintan, especializado em doenças infecciosas e classificado pela imprensa como “zona zero” do tratamento de pacientes com Covid-19 na capital da província de Hubei, devido ao grande número de internados nos primeiros instantes da propagação do patógeno.

Esta unidade também foi uma das primeiras no mundo a registrar mortes provocadas pela doença e alguns dos médicos que lá trabalham, publicaram recentemente um artigo na revista científica britânica “The Lancet”, em que descreviam as características epidemiológicas e clínicas da primeira centena de casos de Wuhan.

Os 13 investigadores da OMS conversaram hoje com os chefes e funcionários do hospital, e o zoólogo britânico Peter Daszak classificou, em postagem no Twitter, como “importante oportunidade para falar diretamente com os médicos que estiveram no local durante os momentos cruciais”.

Após a visita, a viróloga holandesa Marion Koopmans, outra das integrantes do grupo de especialistas, afirmou que as histórias dos trabalhadores do Jinyintan são muito similares ao que foi ouvido de outros médicos que atuam em unidades de terapia intensiva.

Por enquanto, não são conhecidos mais detalhes sobre a agenda do grupo de investigação da OMS, mas o jornal estatal chinês “Global Times” publicou hoje que, ainda ao longo do dia, que haveriam “mais debates”, sem detalhar esses encontros.

Segundo a OMS, o grupo não visitará apenas hospitais, mas também laboratórios, como o Instituto de Virologia de Wuhan, que chegou a ser acusado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integrantes do anterior governo americano, como a origem do novo coronavírus.

Entre os locais que serão visitados, está o mercado de Huanan, fechado parcialmente há mais de um ano, depois de ter sido o local onde aconteceram os primeiros casos de infecção oficialmente registrados no planeta.

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