Imazon alerta para aumento de desmatamento em Áreas Protegidas na Amazônia

A imagem de arquivo de 29 de novembro de 2009 mostra uma área queimada da floresta Amazônica, no estado do Pará (Antonio Scorza / AFP / Getty Images)
Imagem de arquivo mostra área queimada da floresta Amazônica, no estado do Pará, em 29 de novembro de 2009 (Antonio Scorza / AFP / Getty Images)

Um estudo do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) alertou para o aumento do desmatamento nas Unidades de Conservação e Terras Indígenas na Amazônia. A ocupação ilegal e a falha ou inexistência de fiscalização e gestão são apontadas como as principais causas dos desmatamentos.

Pelo menos 208 quilômetros quadrados de floresta foram suprimidos com a exposição do solo entre os meses de março de 2012 a 2013.

“Nessas regiões (APs) espera-se que o desmatamento seja zero ou próximo a isso, justamente por sua destinação, que é a conservação ambiental e a garantia dos modos de vida de populações tradicionais e indígenas”, explica Elis Araújo, co-autora do estudo, segundo o Imazon.

As 10 Áreas Protegidas (APs) mais desmatadas estão localizadas nos estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso, em zonas de expansão territorial ou melhoria de infraestrutura, e concentraram 75% do desmatamento detectado por imagens de satélite no período.

“Em geral, as áreas mais desmatadas enfrentam problemas persistentes, pois seis das 10 APs do ranking de 2012-2013 já haviam sido listadas como críticas em desmatamento entre 2009 e 2011 segundo dados do Prodes”, afirmou o estudo. Prodes é um sistema de monitoramento da Amazônia legal por meio de imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Segundo o estudo, o governo federal é responsável por 6 dessas áreas e as outras 4 são responsabilidade de governos estaduais. As APs mais desmatadas no período foram as Florestas Nacionais do Jamanxim, a Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu e a Floresta Extrativista Rio Preto-Jacundá.

O estudo ainda aponta que o desmatamento nas APs valida as críticas contra os investimentos em infraestrutura e no agronegócio na Amazônia. “A destruição das florestas mostra que os governos e atores envolvidos (produtores rurais, construtoras, frigoríficos, comerciantes de grãos e bancos) estão despreparados ou desinteressados em mitigar os impactos negativos de seus investimentos nas APs”, afirma o estudo.

Os autores recomendam no estudo as mudanças necessárias para frear o desmatamento, entre elas, a remoção dos ocupantes ilegais, a aplicação das penas mediante confisco de bens associados aos crimes ambientais como gado, madeira e grãos. Eles ainda recomendam a promoção do uso sustentável das Unidades de Conservação, finalizando ou executando seus planos de manejo.

O estudo ainda afirmou que se deve priorizar a elaboração de planos de gestão territorial e ambiental das Terras Indígenas mais desmatadas, visando garantir a conservação, recuperação e o uso sustentável de seus recursos naturais.

O estudo completo pode ser acessado clicando aqui.

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