Biden pede redução da pressão russa na Ucrânia em ligação com Putin

EUA, seus aliados e parceiros responderão de forma decisiva se a Rússia invadir a Ucrânia, segundo comunicado da Casa Branca

Por Nick Ciolino

O presidente Joe Biden participou de um telefonema de 50 minutos com o presidente russo, Vladimir Putin, na quinta-feira.

Na ligação, Biden instou Putin a diminuir as tensões com a Ucrânia, deixando claro que os Estados Unidos, seus aliados e parceiros responderão de forma decisiva se a Rússia invadir a Ucrânia, de acordo com um comunicado da secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.

Biden também expressou apoio à diplomacia antes das negociações bilaterais de alto nível entre a Rússia e os Estados Unidos, agendadas para a semana de 10 de janeiro, em Genebra. Estas incluirão o Diálogo de Estabilidade Estratégica, bem como o Conselho OTAN-Rússia e a reunião do Conselho Permanente da OSCE.

Biden reiterou que o progresso substancial nesses diálogos pode ocorrer apenas em um ambiente de desaceleração, e não de escalada.

A Rússia reuniu tropas em sua fronteira com a Ucrânia nas últimas semanas, com estimativas de mais de 90.000 militares ao longo da fronteira e na Crimeia anexada à Rússia.

No início deste mês, Moscou apresentou projetos de documentos de segurança exigindo que a OTAN negasse a adesão à Ucrânia e outros países da ex-União Soviética e retrocedesse seus posicionamentos militares na Europa Central e Oriental.

Os Estados Unidos e seus aliados se recusaram a oferecer à Rússia quaisquer garantias, citando o princípio da OTAN de que a adesão está aberta a qualquer país qualificado.

O telefonema de quinta-feira marca a segunda vez que Biden avisou Putin que os Estados Unidos se coordenarão com seus aliados para impor sanções severas contra a Rússia, caso ela invada a Ucrânia.

Os dois líderes falaram pela última vez durante uma chamada no dia 7 de dezembro.

Biden afirma que o envio de tropas para a Ucrânia no caso de uma invasão russa “não está na mesa”. Mas funcionários da Casa Branca declararam que “outras medidas” também poderiam incluir material defensivo adicional para os ucranianos e a fortificação dos aliados da Otan no flanco oriental da Rússia com capacidades adicionais se a Rússia decidir invadir.

“Acredito que os dois líderes pensam que há um valor genuíno no engajamento direto de líder para líder, que estamos em um momento de crise e já estamos há algumas semanas, devido à crescente pressão da Rússia, e que será necessário um alto nível de engajamento para resolver isso e tentar encontrar um caminho de desaceleração”, afirmou um alto funcionário da administração antes da chamada.

O secretário Antony Blinken conversou com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na quarta-feira para coordenar e consultar uma série de questões da perspectiva do governo da Ucrânia.

Autoridades americanas disseram que o aumento militar, junto com um aumento na atividade anti-ucraniana nas redes sociais, remete a um “manual semelhante” usado por Putin em 2014, quando a Rússia invadiu a Crimeia.

As autoridades também declararam que, caso a Rússia invadisse a Ucrânia, as sanções impostas iriam muito além do que foi implementado em 2014.

O conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan, afirmou a repórteres em dezembro que os Estados Unidos mantiveram conversas intensivas com os governos alemães que giraram em torno do gasoduto Nord Stream 2, no contexto de uma potencial invasão russa da Ucrânia.

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