Boxeador cubano Andy Cruz falha em sua tentativa de escapar da ilha e estaria preso

Por Alicia Marquez

O boxeador olímpico Andy Cruz não conseguiu deixar Cuba em sua tentativa de deixar a ilha, de acordo com a Federação Cubana de Boxe (FCB) do regime de Castro na terça-feira.

Em 19 de junho, o jornalista Willie Suárez da revista digital Boxeo Cubano foi o primeiro a informar que o medalhista de ouro e campeão mundial de boxe havia deixado a ilha antes do torneio Playa Girón – o evento mais importante da modalidade no país. houveram especulações sobre seu possível abandono de Cuba.

Além disso, no domingo passado, a revista destacou que o regime cubano estava “no encalço” de Cruz, acrescentando que o jovem boxeador havia sido penalizado por não permitir que ele viajasse ao México para competir pela primeira vez como boxeador profissional.

A mídia acrescentou que “por razões de segurança” nada foi mencionado sobre o boxeador e que fontes próximas informaram que Cruz estava bem de saúde.

No entanto, a FCB divulgou um comunicado na terça-feira informando que a entidade foi notificada sobre sua “tentativa de saída ilegal do país”, qualificando-a como uma “grave indisciplina”.

Um dia antes, Suárez disse que fontes próximas a ele informaram que Andy Cruz permanecia sob custódia das autoridades cubanas no município de Moa, Holguín.

“Tudo indica que Andy aparentemente nunca saiu de Cuba e está detido pelas autoridades. Ele não apareceu no Torneio Playa Girón e a foto que circula nas redes sociais foi publicada em Santo Domingo, mas não foi tirada em Santo Domingo, na República Dominicana”, acrescentou, referindo-se a uma foto publicada em 19 de junho no Instagram que circulou nas redes sociais em que o boxeador aparece com sua esposa Melissa Broughton Valdés.

O Epoch Times em Espanhol não conseguiu corroborar a informação de forma independente.

De acordo com o código penal recentemente aprovado pela ditadura castrista, as sanções para os casos de tentativa de “saída ilegal do país” têm penas de prisão que variam de um a três anos, multa de trezentas a mil cotas, ou ambas.

A chamada “taxa” em Cuba é uma multa que pode variar de US$ 2 a US$ 8.

A grave crise em Cuba sob a ditadura comunista atualmente liderada por Miguel Díaz-Canel forçou mais atletas cubanos de alto desempenho a fugir ou tentar fugir durante competições no exterior.

Há duas semanas, dois jogadores de beisebol cubanos, Alfredo Fadraga e Yosvani Ávalos, tentaram fugir da delegação cubana no México durante o Campeonato Pan-Americano Sub-23, mas foram deportados para Cuba pelas autoridades mexicanas.

Com informações da EFE.

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