Plantas podem ouvir umas as outras, indica estudo

Plantas usam um mecanismo desconhecido para detectar outras plantas quando todas as vias de comunicação estão bloqueadas exceto o som
Agricultores franceses colhem pimentas orgânicas em Espelette, no Sudoeste da França. A taxa de germinação das sementes de pimenta é acentuada por sua proximidade com o manjericão, mesmo que a única maneira que elas tenham de detectá-los seja através do som (Gaizka Iroz/AFP/Getty Images)

Já se sabe que as plantas podem se comunicar por meios químicos, mas uma nova pesquisa mostra que elas podem se comunicar inclusive quando todas as vias estão bloqueadas exceto o som.

Pesquisadores acreditam que as plantas possam estar detectando pequenas oscilações nas células de plantas próximas, de fato ouvindo e se comunicando umas com as outras por meio do som.

Como jardineiros experientes devem saber, sementes de pimenta crescem melhor perto do manjericão. Pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental descobriram que, mesmo quando todas as formas de contato são bloqueadas – como contato físico, sinais de luz e contato químico – as sementes de pimenta ainda tem uma taxa maior de germinação quando próximas do manjericão.

A pesquisa, realizada por Monica Gagliano e Michael Renton, foi publicada no periódico BMC Ecology.

A Dra. Gagliano disse que os resultados mostraram que as plantas são capazes de influenciar positivamente o crescimento das sementes por um mecanismo atualmente desconhecido.

“Maus vizinhos, como a erva-doce, impedem a germinação das sementes de pimenta da mesma forma”, disse ela num comunicado. “Acreditamos que a resposta possa envolver sinais acústicos gerados por oscilações nanomecânicas de dentro da célula, que permitiria comunicação rápida entre plantas próximas.”

O artigo investigativo conclui, “Sugerimos previamente que sinais acústicos podem oferecer tal mecanismo para mediar as relações planta-planta e propusemos que tais sinais podem ser gerados em plantas por processos bioquímicos no interior da célula, onde oscilações nanomecânicas de vários componentes no citoesqueleto podem produzir um espectro de vibrações. Os achados apoiam ainda mais a hipótese de comunicação acústica.”

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