O furacão Sandy assola Nova York

Imagem de satélite GOES fornecidos pela NASA. O furacão Sandy, na foto à 8h40 da manhã, atinge a costa leste em 29 de outubro, no Oceano Atlântico. Sandy, que já custou mais de 50 vidas no Caribe está previsto para trazer ventos fortes e enchentes na região meio-atlântico. (NASA via Getty Images)

NOVA YORK – O furacão Sandy atingiu Nova York ontem à noite.

A inundação atingiu toda a área metropolitana, incluindo Coney Island, ao longo do canal Gowanus, na baixa Manhattan, deixando centenas de milhares de pessoas sem energia.

Escolas estão fechadas desde o cancelamento das aulas na segunda-feira. Os poucos veículos nas ruas são em sua maioria carros de polícia e táxis. Metrôs, ônibus e trens urbanos permanecem fechados, sem tempo específico para voltarem a operar.

Joseph Lhota, CEO da Autoridade de Transporte Metropolitano, disse que se a água salgada entrar em contato com os equipamentos elétricos (interruptores e sinalizadores), isso pode ser destrutivo.

“A corrosão pode ser significativa”, disse Lhota em uma conferência de imprensa com o prefeito. “A capacidade para operar o sistema e mantê-lo seguro está em perigo.”

O governo orientou os nova-iorquinos para ficarem em suas casas e se manterem firmes, preparando-se para a tempestade que assola a cidade com forte chuva e altas marés. O nível da água chegou a 4 metros em algumas áreas.

“É perigoso estar nas ruas com o vento tão forte”, disse o prefeito Michael Bloomberg em torno de meio-dia ao vivo da sede do Escritório de Gerenciamento de Emergências.

Se você sair, Bloomberg disse: “Mantenha os olhos abertos e os ouvidos atentos, termine seu negócio rapidamente e volte para dentro o mais depressa que puder.”

O fechamento de pontes e túneis começou no início da tarde de ontem, com quase tudo fechado por volta das 19h30. Voos foram suspensos, embora os aeroportos permaneceram abertos para os desabrigados.

Milhares de nova-iorquinos desabrigados se alojaram nos 76 abrigos espalhados pela cidade, levando dezenas de animais de estimação com eles.

As tensões cresceram com o cair da noite onde as condições pioraram em torno de seis horas.

Os níveis da água se elevaram às 21h24 atingido 4,5 metros na região do parque Battery, quebrando o recorde anterior 3 metros de altura em 1960 pelo furacão Donna. http://ept.ms/RsTXiz

Vários prédios desabaram parcialmente. Os níveis de água também subiram para níveis perigosos em áreas de Zona A, onde ordem de evacuação foram emitidas desde o meio-dia de segunda-feira. Entretanto, alguns moradores decidiram ficar.

No lado oeste de Midtown, a água tornou impossível o acesso a terra perto do rio Hudson. Não podia-se percorrer a Tenth Avenue até a Rua 30, nem as ruas ao norte.

Os danos contrastavam-se enormemente entre as regiões. Na baixa Manhattan, um carrossel foi metade submerso; o espaço do memorial World Trade Center foi inundado; muitas áreas ficaram sem energia; carros ficaram debaixo da água. Em Midtown, turistas estavam sem rumo, os moradores avaliavam os impactos menores, somente um punhado de pequenas empresas permaneceram abertas.

“Estamos abertos 24 horas por dia”, disse Jimmy Ali, gerente de uma ‘delicatessen’ das ruas 9 e 32. Dois clientes estavam comendo. Ali e seus empregados pareciam prontos para enfrentar a tempestade. “Estamos com medo”, disse ele, mas só fecharemos “se vermos a água chegar mais perto.”

Um dos maiores problemas, o transporte público, é uma icógnita. Kevin Ortiz, o porta-voz junto a MTA, disse via Twitter que “não pode dar um prazo sem avaliar o que está lá embaixo.”

O governo reiterou nesta segunda-feira que as pessoas devem ficar abrigadas, ficar fora das estradas e esperar a tempestade passar.

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