“Não se está criminalizando a política. Políticos estão cometendo crimes”, afirma procuradora da Lava Jato

A procuradora Thaméa Danelon, da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, usou sua conta no Twitter esta semana para rebater as críticas de que a operação visa a criminalizar a atividade política no país. Ela escreveu: “Não se está criminalizando a política. Muitos políticos é que estão cometendo crimes”.

Um levantamento feito pela Revista Congresso em Foco revela que as acusações criminais contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF) cresceram 68,8% nos últimos dois anos, saltando de 274 para 404. Já o número de deputados e senadores acusados cresceu 45% entre 2015 e 2017, de 164 para 239.

Thaméa Danelon é um dos quatro procuradores nomeados pelo Ministério Público Federal (MPF) para a recém-criada força-tarefa paulista da operação que investigará os crimes delatados pelos executivos da Odebrecht. Os outros são Thiago Lacerda Nobre, José Roberto Pimenta Oliveira e Anamara Osório Silva.

Eles atuarão em 28 inquéritos encaminhadas pelo STF para a primeira instância da Justiça Federal de São Paulo, sendo dois contra Lula, um contra Fernando Haddad, um contra José Genoíno, um contra Alexandre Padilha e um contra José Serra. Também estão entre os investigados Edson Aparecido, Barros Munhoz, José Aníbal e Ricardo Franco Montoro.

As acusações são de corrupção, lavagem de dinheiro e caixa 2, entre elas por propinas nas obras da linha dois do Metrô de São Paulo, e, por parte do Grupo Odebrecht, propina mensal a José Ferreira da Silva (Frei Chico), irmão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Thaméa é conhecida defensora da campanha pelas 10 medidas anticorrupção do MPF e tem participado de programas de rádio e televisão antes de ser nomeada para a força-tarefa.

Diferentemente da homônima de Curitiba, a nova força-tarefa não se dedicará exclusivamente à Operação Lava Jato, mas acumulará “seus demais procedimentos”, comunicou o MPF de São Paulo.

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