Ministro da Saúde avisa em Goiânia que vacinação será federalizada

Pazuello garantiu que o plano de imunização "é nacional e nenhum estado da Federação será tratado de forma diferente"

Por Diário do Poder

Em visita a Goiânia, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, garantiu nesta sexta(11) que o plano de imunização “é nacional” e nenhum estado da federação será tratado de forma diferente. “Nenhum brasileiro terá vantagem sobre outros brasileiros. Isso é um compromisso meu e do governo do presidente Jair Bolsonaro”, disse.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, comemorou a decisão informada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de que o governo federal vai editar uma medida provisória para garantir a centralização na distribuição de todas as vacinas contra a covid-19, sejam elas importadas ou fabricadas em território nacional.

Segundo Caiado, que é médico, a proposta vai “tratar dessa centralização e distribuição igualitária das vacinas”. Dessa forma, nenhum estado será privilegiado por ser mais rico. “Nenhum estado vai fazer politicagem e escolher quem vai viver ou morrer de Covid”, disse Caiado, em clara referência a João Dória. “A produção do Butantan não é de São Paulo, a da Fio Cruz não é do Rio de Janeiro. A produção dessas vacinas é da União”, completou.

O anúncio irritou o governador de São Paulo, João Dória, que, em um rompante de egoísmo e completa falta de solidariedade, chegou a dizer que iria vacinar “todos os brasileiros de São Paulo”.

Mais cedo, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, demonstrou preocupação com o autoritarismo de Dória e disse que “devemos ter um plano nacional”. Segundo Zema, todas as campanhas de imunização, muito bem sucedidas foram coordenadas pelo Ministério da Saúde e a não adoção de um plano nacional “poderia significar tumulto”.

Contrariado, Dória resolveu agredir Caiado dizendo que ele adotou a “insanidade de Bolsonaro” e sem conseguir concatenar as ideias claramente. Para Dória, uma medida de distribuição igualitária das vacinas em todo o Brasil é uma forma de “negar a pandemia, promovendo a discórdia” e “abandonar o povo”.

Enquanto isso, apesar da disputa por holofotes e quase da condição de salvador da pátria, o governador paulista segue criando campanhas midiáticas como #vacinajá, sem que o laboratório Sinovac, com quem ele negociou a vacina, ou o Butantan, que terá direito de produzi-la em território nacional, tenham apresentado pedido de uso emergencial à Anvisa.

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