Publicado em - Atualizado em 10/11/2017 às 15:42

Donald Trump tentou visitar fronteira da Coreia do Norte

Membros da equipe de contra-ataque do Serviço Secreto que acompanham o presidente dos EUA, Donald Trump, se preparam para trocar de helicóptero para uma tentativa de voo para a Zona Desmilitarizada (DMZ, em inglês) em Seul no dia 8 de novembro de 2017. A tripulação foi forçada a manobrar antes de pousar devido ao mau tempo (Jim Watson/AFP/Getty Images)

Membros da equipe de contra-ataque do Serviço Secreto que acompanham o presidente dos EUA, Donald Trump, se preparam para trocar de helicóptero para uma tentativa de voo para a Zona Desmilitarizada (DMZ, em inglês) em Seul no dia 8 de novembro de 2017. A tripulação foi forçada a manobrar antes de pousar devido ao mau tempo (Jim Watson/AFP/Getty Images)

O presidente Donald Trump tentou visitar a Zona Desmilitarizada (DMZ, na sigla em inglês) entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte na terça-feira, mas foi prejudicado pelo mau tempo.

A visita inesperada à DMZ ─ uma zona de amortecimento entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul ─ foi mantida em segredo até o último momento.

O Conselho de Imprensa da Casa Branca, que viajava com o presidente, só foi informado sobre a tentativa de visita à DMZ quando a secretario de imprensa da Casa Branca mostrou um pedaço de papel com a sigla ‘DMZ’ ao informar-lhes qual seria o destino.

No entanto, havia muita névoa para o helicóptero poder pousar com segurança. “Não havia visibilidade suficiente para aterrissar. Teria sido realmente perigoso, e nossos rapazes recuaram”, disse Sanders. “Esperamos o maior tempo possível para tentar voltar, mas o clima realmente piorou.”

O presidente sul-coreano, Moon Jae-in, que viajava separadamente de Trump, também teve que desviar por causa do nevoeiro.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, fala com repórteres após os helicópteros presidenciais transportarem o presidente Donald Trump de volta à base americana de Garrison Yongsan, em Seul, em 8 de novembro de 2017, devido ao mau tempo (Jim Watson/AFP/Getty Images)

A secretária de imprensa da Casa Branca, Sarah Sanders, fala com repórteres após os helicópteros presidenciais transportarem o presidente Donald Trump de volta à base americana de Garrison Yongsan, em Seul, em 8 de novembro de 2017, devido ao mau tempo (Jim Watson/AFP/Getty Images)

“Não funcionou como planejado. A névoa não ia desaparecer. Não parecia que ia desaparecer dentro de uma hora, e o presidente teria o seu discurso para o qual ele não poderia se atrasar, em grande também parte porque temos de partir a tempo para a China”, disse Sanders a repórteres.

Em seu discurso, Trump pintou um forte contraste entre o norte comunista e uma Coreia do Sul livre, que viu sua economia crescer 350 vezes desde 1960 e sua expectativa de vida média saltar de apenas 53 anos para mais de 82 anos atualmente.

“O milagre coreano se estende exatamente até onde os exércitos das nações livres avançaram em 1953 ─ a 38 km ao norte. Lá, pára, tudo acaba. Parada mórbida. O florescimento termina e o Estado da prisão da Coreia do Norte tristemente começa”, afirmou Trump.

O presidente Donald Trump espera ao lado de dos helicópteros do Exército dos EUA em Seul no dia 8 de novembro de 2017, esperando o tempo se aliviar, antes de uma segunda tentativa de voar para a Zona Desmilitarizada (Jim Watson/AFP/Getty Images)

O presidente Donald Trump espera ao lado de dos helicópteros do Exército dos EUA em Seul no dia 8 de novembro de 2017, esperando o tempo se aliviar, antes de uma segunda tentativa de voar para a Zona Desmilitarizada (Jim Watson/AFP/Getty Images)

O presidente americano destacou a situação desesperadora em que os norte-coreanos vivem. A maioria das famílias não tem acesso a necessidades básicas, como encanamento e eletricidade.

“Pais subornam professores na esperança de salvar seus filhos e filhas do trabalho forçado. Mais de um milhão de norte-coreanos morreram de fome na década de 1990, e mais continuam a morrer de fome hoje”, disse Trump.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que o objetivo real da busca da Coreia do Norte por armas nucleares é usá-las para “chantagear para seu caminho para o objetivo final”.

O presidente americano Donald Trump discursa na Assembleia Nacional em Seul, em 8 de novembro de 2017 (Laurent Fievet, Lee Jin-man/AFP/Getty Images)

O presidente americano Donald Trump discursa na Assembleia Nacional em Seul, em 8 de novembro de 2017 (Laurent Fievet, Lee Jin-man/AFP/Getty Images)

De acordo com um funcionário da Casa Branca, o “objetivo final” da chantagem aos EUA e seus aliados é levantar as sanções contra o regime e retirar as tropas dos Estados Unidos da Coreia do Sul para que o Norte possa assumir o controle sobre o Sul.

“O presidente Trump enviou uma mensagem muito clara de que isso nunca acontecerá sob nossa vigilância”, disse o oficial sênior da Casa Branca a bordo da Air Force One a caminho de Pequim.

Na China, Trump aumentou a pressão sobre o líder chinês Xi Jinping para tomar mais medidas contra o Norte. A China é uma linha vital chave para a Coreia do Norte e é também seu maior parceiro comercial.

Soldados da Coreia do Norte vigiam o sul, enquanto o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, e o ministro sul-coreano da Defesa, Song Young-moo, visitam a Zona Desmilitarizada (DMZ), 27 de outubro de 2017, em Panmunjom, Coreia do Sul (Jeon Heon-Kyun-Pool/Getty Images)

Soldados da Coreia do Norte vigiam o sul, enquanto o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, e o ministro sul-coreano da Defesa, Song Young-moo, visitam a Zona Desmilitarizada (DMZ), 27 de outubro de 2017, em Panmunjom, Coreia do Sul (Jeon Heon-Kyun-Pool/Getty Images)

País comunista companheiro, a Coreia do Norte sempre foi alinhada à China. No entanto, sob a liderança de Xi, surgiram indícios de que a China está disposta a assumir uma posição mais forte contra o Norte.

Sob a pressão da Trump, a China votou a favor das novas sanções do Conselho de Segurança da ONU, no início de setembro. A China também cortou o financiamento às instituições financeiras norte-coreanas e ordenou que as empresas norte-coreanas na China fechassem dentro de 120 dias.

Leia também:
Três dos maiores porta-aviões do mundo farão simulações no Pacífico

Todo conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada. Para reproduzir a matéria, é necessário apenas dar crédito ao Epoch Times em Português e para o repórter da matéria.
Leia a diferença. Epoch Times Todos os direitos reservados © 2000-2016