Publicado em - Atualizado em 20/10/2017 às 5:59

Coreia do Norte ameaça “nuvens nucleares” sobre Japão após discurso de Shinzo Abe

Homem observa imagem na televisão mostrando o líder norte-coreano Kim Jong-Un fazendo uma declaração em Pyongyang, em uma estação de trem em Seul em 22 de setembro de 2017 (Jung Yeon-Je/AFP/Getty Images)

Homem observa imagem na televisão mostrando o líder norte-coreano Kim Jong-Un fazendo uma declaração em Pyongyang, em uma estação de trem em Seul em 22 de setembro de 2017 (Jung Yeon-Je/AFP/Getty Images)

A Coreia do Norte ameaçou o Japão com “nuvens nucleares” e afirmou que o discurso do primeiro ministro japonês sobre deter os programas nucleares e de mísseis da Coreia do Norte é uma “ação suicida”.

Os comentários são uma resposta ao discurso do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe na Assembleia Geral das Nações Unidas em 20 de setembro, uma semana depois que a ONU aprovou uma nova rodada de sanções contra a Coreia do Norte, informou o jornal Daily Mail.

“Devemos levar a Coreia do Norte a abandonar todos os programas nucleares e de mísseis balísticos de forma completa, verificável e irreversível. O que é preciso para fazer isso não é diálogo, mas pressão”, disse Abe na reunião.

As ameaças do regime comunista foram divulgadas através da Agência Central de Notícias da Coreia do Norte.

Na reunião, os comentários do Japão visavam persuadir a organização internacional de que o país levou muito a sério a ameaça nuclear norte-coreana.

Ele enfatizou que todas as negociações e processos de paz anteriores entre o regime comunista e a comunidade internacional não fizeram cessar o desenvolvimento das armas na Coreia do Norte.

“Desde o início, a Coreia do Norte nunca pretendeu abandonar suas ambições nucleares”, continuou Abe.

Primeiro-ministro japonês Shinzo Abe se dirige à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York em 20 de setembro de 2017 (Drew Angerer/Getty Images)

Primeiro-ministro japonês Shinzo Abe se dirige à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York em 20 de setembro de 2017 (Drew Angerer/Getty Images)

“Durante mais de uma década, desde 1994, a comunidade internacional manteve seus esforços no sentido de dialogar com a Coreia do Norte com grande perseverança, primeiro através do Quadro Acordado e, posteriormente, das Conversações das Seis Partes. No entanto, o que é preciso entender é que durante o tempo que durou desse diálogo, a Coreia do Norte não teve intenção de abandonar seu desenvolvimento nuclear ou de mísseis “, afirmou.

“Para a Coreia do Norte, o diálogo foi a melhor maneira de trapacear e ganhar tempo”, disse ele.

Abe também mencionou a crescente ameaça representada pela pretensão da Coreia do Norte de testar bombas de hidrogênio e que é necessário um novo enfoque para abordá-la.

“Esta recente crise tem uma dimensão qualitativamente diferente das que foram evitadas sempre que um ditador tentou adquirir armas de destruição em massa”, advertiu, acrescentando que “as armas nucleares da Coreia do Norte já estão ou estão prestes a se tornar bombas de hidrogênio”.

“Durante os mais de 20 anos desde o fim da Guerra Fria, onde e quando, e para quais ditadores, permitimos essa autoindulgência? Só permitimos à Coreia do Norte “, disse ele.

Apesar dos dois mísseis balísticos lançados recentemente no espaço aéreo do Japão, o ministro japonês da Defesa disse que não derrubaria um míssil norte-coreano disparado para um teste, a menos que representasse uma ameaça direta ao território japonês. O funcionário disse que também consideraria derrubar um míssil se fosse dirigido a um aliado do Japão, informou a revista Fortune.

Em resposta, a Coreia do Norte se refere ao primeiro-ministro Abe como um “frango sem cabeça” e ameaça fazer do Japão “a primeira vítima de um desastre nuclear no mundo”.

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