Candidatos presidenciais nos EUA evitam maior problema da política externa

O presidente estadunidense Barack Obama (direita) e o candidato presidencial republicano Mitt Romney participam do terceiro e último debate presidencial na Universidade Lynn em Boca Raton na Flórida em 22 de outubro. (Jewel Samad/AFP/Getty Images)

No debate presidencial de política externa dos EUA na segunda-feira (22), os candidatos gastaram cerca de oito minutos falando sobre a China. Como eles poderiam sequer arranhar a superfície das grandes questões que envolvem a nação mais populosa do mundo, o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, o poder crescente da Ásia que tenazmente tenta ganhar amigos e influenciar pessoas em todos os cantos do globo?

O que eles estavam evitando? Eles estavam preocupados com ofender alguém? Talvez uma consciência culpada? Eles estavam evitando mencionar os métodos letais dos governantes da China, coisas que eles sabem que deveriam ser faladas?

Reportado pelo Epoch Times de vários ângulos, o regime chinês é o principal violador dos direitos humanos no mundo. Mas a expressão acadêmica e abstrata de “violador dos direitos humanos” sequer começa a contar a história arrepiante. Em sua história, o Partido Comunista Chinês (PCC) é responsável por cerca de 80 milhões de mortes não naturais de chineses inocentes.

Mas, mais recentemente, o PCC promoveu um programa sistemático para fins lucrativos de colher órgãos de dezenas de milhares de praticantes vivos do Falun Gong desde 2000. O advogado de direitos humanos David Matas se referiu a isso como uma “nova forma de mal neste planeta”.

Você pode ter ouvido falar sobre a queda da estrela comunista chinesa Bo Xilai e sua esposa Gu Kailai, recentemente condenada por assassinar o empresário britânico Neil Heywood. Conforme reportado em outros lugares, Bo Xilai e sua gangue estão envolvidos numa luta interna épica pelo poder no PCC, enquanto o Congresso Popular do PCC se aproxima em novembro. O PCC gostaria que você acreditasse que a luta é entre os linhas-duras e os reformistas ou que se trata da corrupção de Bo Xilai e seus associados.

O que o PCC não quer que você saiba é que os rumores provenientes da China são na verdade sobre este crime histórico sem precedentes de remover órgãos de pessoas inocentes enquanto ainda estão respirando e depois vendê-los para transplante. Conforme conta a história, Bo Xilai e Gu Kailai foram figuras-chave na organização da remoção e comércio de órgãos. Mas quem mais, em posições mais altas do que eles, está envolvido?

Se os candidatos falassem agora sobre uma das atrocidades mais impressionantes que ocorre no mundo hoje, eles farão bem para si, para os EUA e para a China.

Ao falarem agora, os candidatos deixarão claro para o povo estadunidense que eles estão dispostos a amarrar sua sorte eleitoral à proposta de que os direitos humanos são importantes. Ao fazerem isso, eles dirão que algumas questões transcendem a mera política. Eles farão uma declaração de que terão princípios na forma de se comportarem no governo.

Eles também darão um novo rumo à política externa dos EUA em relação ao que é agora a relação bilateral mais importante para os Estados Unidos – aquela com a China. A política dos EUA tem sido baseada numa tentativa de obter rico comércio com a China. Os EUA conferiram o status de Relações Comerciais Normais e Permanentes com a China em 2000, na expectativa de que lucrariam com o comércio com a China e que os chineses seriam beneficiados, com seu país se movendo em direção à democracia.

Ambos os lados do cálculo falharam mal. Com a República Popular da China manipulando sua moeda, subsidiando indústrias, restringindo o acesso a seu mercado e roubando propriedade intelectual de empresas norte-americanas, os EUA perderam feio no negócio. Ao mesmo tempo, a repressão na China se tornou mais severa.

A simples declaração de que a atrocidade da colheita de órgãos não pode continuar declararia ao mundo que os EUA não toleram crimes contra a humanidade. Isso daria a política externa dos EUA em relação à China uma base de princípios que direcionaria esta relação numa nova e mais saudável direção.

Se os candidatos falarem opondo-se a atrocidade da colheita de órgãos, eles também beneficiarão o povo chinês. A China está numa encruzilhada. O PCC está falhando e a questão que todos fazem agora é o que virá depois do PCC.

Condenando a colheita de órgãos, os candidatos fortalecerão aqueles no PCC que gostariam de rumar seu país na direção da democracia e do Estado de Direito.

Ao mesmo tempo, os candidatos estarão falando diretamente ao povo chinês, algo que políticos estadunidenses têm feito muito pouco. Sua mensagem ao povo chinês será que eles não devem ser vítimas de atrocidades, que suas vidas têm dignidade.

É claro que, aqui nos Estados Unidos, temos os candidatos que merecemos. Nós, também, temos de estender a mão.

Se você encontrar o presidente Barak Obama ou Mitt Romney antes da eleição, pergunte-lhes, “É verdade que o PCC é responsável pela colheita de órgãos de dezenas de milhares de praticantes vivos do Falun Gong? E o que você fará sobre isso?”

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