Antártida: satélites observam mistério em cratera de lago sub glacial

Visualização em 3D da cratera baseada em dados do CryoSat. O satélite pode medir tanto a área quanto a profundidade, permitindo que os cientistas calculem o volume total da cratera de 6 km cúbicos (ESA / M. McMillan)
Visualização em 3D da cratera baseada em dados do CryoSat. O satélite pode medir tanto a área quanto a profundidade, permitindo que os cientistas calculem o volume total da cratera de 6 km cúbicos (ESA / M. McMillan)

A Agência Espacial Europeia (ESA) anunciou no início da semana que estudos científicos descobriram uma grande cratera ocasionada pelo esvaziamento de um lago de água doce na Antártida. Ao prosseguir com as observações, descobriram que o lago, misteriosamente, voltou a encher.

A descoberta foi realizada através do satélite CryoSat, que observa do céu os movimentos das águas sub glaciais, combinado com o satélite ICESat da NASA. A cratera surgiu depois de uma grande inundação ocasionada pelo esvaziamento do lago.

Com um altímetro de radar foi observado, mesmo através das nuvens, que o lago teria cerca de 3 quilômetros cúbicos de água, segundo a ESA.

“Graças ao CryoSat, agora podemos ver detalhes que não eram evidentes nos registros de dados de satélites maiores”, disse o Dr. Malcolm McMillan, da Universidade do Reino Unido de Leeds, e autor do estudo publicado também na revista Geophysical Research Letters, em junho.

McMillan disse que o lago foi drenado e encheu-se novamente. Em 2007,  o lago sub glacial perdeu quilômetros cúbicos de água. No entanto, em 2008, já estava cheio. O mistério é que ninguém sabe qual água enche o lago, se é água fresca ou congelada da camada de gelo.

“Parece provável que a água da inundação – e quaisquer micróbios ou sedimentos que o lago continha – foram para o Oceano Antártico, por isso é difícil imaginar que a vida evoluiu de forma isolada neste lago em particular”, disse o professor Andrew Shepherd, coautor do estudo.

Expedições científicas dos países europeus, russos, americanos  e outros estão interessados em encontrar vida marinha pré-histórica nos lagos. Em suas buscas trabalham intensamente com sistema de perfuração da camada de gelo.

Até o momento foram encontrados cerca de 400 lagos na base da camada de gelo da Antártida. Quando se esvaziam, os lagos sub glaciais alteram os habitats, podendo causar um deslizamento mais rápido do gelo em direção ao mar.

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