Publicado em - Atualizado em 31/03/2016 às 10:06

América latina cada vez mais vulnerável devido à dependência da China

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, com o líder chinês Xi Jinping na sua visita oficial a Pequim em novembro de 2014 (Jason Lee - Pool / Getty Images)

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, com o líder chinês Xi Jinping na sua visita oficial a Pequim em novembro de 2014 (Jason Lee - Pool / Getty Images)

As organizações internacionais e os especialistas da área preveem uma diminuição do comércio e do preço das commodities nos países exportadores da América Latina e do Caribe. Os fatores causadores são o complexo cenário externo e a dependência econômica, de vários países da região, em relação à China.

De acordo com a Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (CEPAL), os países latino-americanos sofrerão quedas nos preços das matérias-primas e no investimento. A organização projetou um baixo crescimento para a região em 2016, estimado em apenas 0,2 %.

Esse cenário lento de crescimento regional é, em grande parte, devido à incerteza sobre a economia da China, que em seu Balanço Preliminar das Economias da América Latina e do Caribe 2015, a CEPAL estima que a desaceleração irá continuar e que o crescimento deve chegar (em uma ‘visão otimista’) a apenas 6,4%  em 2016, conforme relatado pelo Secretariado Executivo desta instituição em 17 de dezembro de 2015.

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México: um reflexo da dependência

Observando a previsão da CEPAL, o secretário da Fazenda e Crédito Público do México, Luis Videgaray, disse que a crise em 2016 é causada pela economia chinesa, já que a China é uma grande incerteza. Além disso, ele acrescentou ao problema a recente desvalorização do yuan, de acordo com a Forbes México, em 07 de janeiro.

O funcionário assinalou que o regime chinês pretende impulsionar sua economia em um contexto de desaceleração, o que poderia levar a uma ‘desvalorização competitiva’, provocando perturbações nos mercados e aumento da inflação no mundo.

Carlos Capistrano, economista-chefe do Bank of America Merrill Lynch no México, já tinha previsto em dezembro do ano passado que o país asteca estaria em risco em 2016 com a desvalorização da moeda chinesa, porque, além de afetar o preço das matérias-primas, os baixos salários na China seriam mais atraentes para os investidores.

O mercado mexicano sofreu uma “quinta-feira negra” no dia 7 de janeiro com a desaceleração da economia da China.  O colapso dos mercados de ações asiáticos e a desvalorização do yuan alertaram para uma possível guerra cambial, que por sua vez resultou na queda do mercado global. Prova disso é que o dólar ultrapassou a barreira de 18 pesos mexicanos, segundo o jornal  El Dinero em Imagen, em 8 de janeiro.

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