Agente secreto do Partido Comunista Chinês publicará livro sobre o Tibete

Tibetanos no exílio participam de uma vigília de velas em Kathmandu, Índia. Um oficial chinês afirmou a uma revista alemã que publicará um livro sobre as políticas chinesas no Tibete (Prakash Mathema/AFP/Getty Images)

Um membro do Partido Comunista Chinês (PCC), originalmente do Tibete, escreveu um livro sobre o que ele chama de políticas opressivas conduzidas pelo regime chinês em sua terra natal. Ele pretende permanecer anônimo por tanto tempo quanto possível, pois poderia se tornar um alvo do regime se sua identidade fosse conhecida.

A existência do manuscrito do livro foi primeiramente relatada pela revista alemã Der Spiegel, que se encontrou secretamente com o autor na China.

Mais de 60 anos atrás, as forças militares chinesas invadiram o Tibete e desde então têm governado o país como parte da República Popular da China (RPC).

Inicialmente, alguns tibetanos tiveram esperanças por mudanças positivas quando as forças chinesas invadiram, mas as autoridades comunistas suprimiram as tradições e a religião tibetanas. Por exemplo, o PCC fez as mulheres se vestirem com calças de estilo Han chinês e as fez cortar suas tranças.

Um milhão de pastores nômades foi forçado a abandonar suas terras nativas de pastagem devido a políticas de reassentamento da RPC.

No livro, o oficial tibetano escreve: “Tudo o que ocorreu e continua a ocorrer é muito pior do que as pessoas no Ocidente suspeitam.” E acrescentou: “Há enorme vigilância e liberdade limitada.”

Levantes foram rapidamente reprimidos pelas forças militares chinesas. Em 1956, quando monges mataram um cabo do Exército da Liberação Popular, um regimento de cavalaria respondeu atacando cerca de 200 mulheres e crianças tibetanas inocentes na cidade de Nawa Qiuji na província de Gansu.

“A forma como os membros da polícia militar se comportam não é nada humano. Eles matam pessoas a sangue-frio como cobras venenosas. Eles espancam os moradores locais indiscriminadamente, saqueiam seus bens e os matam se eles se defendem”, escreveu o agente do PCC em seu manuscrito, segundo a Der Spiegel.

Em função disso, tibetanos se voltaram para formas radicais de protesto, incluindo as autoimolações. Desde março de 2011, mais de 100 tibetanos se puseram em chamas numa demonstração pública de desespero. As autoridades chinesas têm feito grandes esforços para impedir que informações sobre estes casos alcancem outros países.

Em março de 2008, milhares de tibetanos se revoltaram quando Pequim se preparava para os Jogos Olímpicos e tentava exibir sua prosperidade econômica e harmonia étnica. A revolta atraiu atenção internacional negativa sobre a China e a polícia e os militares responderam prendendo cerca de 6 mil pessoas.

As autoridades chinesas chegaram à conclusão de que a única maneira de dominar os tibetanos é aumentar o investimento e decretar punições mais severas. Os monges são obrigados a se distanciar do Dalai Lama e alguns lamas foram presos ou enviados para campos de trabalhos forçados.

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