Um pedido de informações por uma organização pró-PCC em Hong Kong

Um documento publicado pela WOIPFG pede informações sobre a HKYCA, uma organização pró-PCC que opera em Hong Kong (Epoch Times)

Os membros da ‘Associação de Cuidados da Juventude de Hong Kong’ (HKYCA) não são o tipo de pessoas que você gostaria de topar num beco escuro. Um novo documento pedindo informações sobre o grupo mostra-os em ação – fazendo cara feia, mostrando os punhos, ameaçando e insultando. Em algumas fotos, eles têm apitos ou pequenas cornetas de plástico nas bocas, instrumentos usados para distrair, irritar e provocar os praticantes da disciplina espiritual do Falun Gong, assim como para criar tumulto em Hong Kong.

Desde o verão de 2012, a HKYCA tem percorrido as ruas de Hong Kong ameaçando e caluniando os praticantes do Falun Gong e pendurando cartazes de propaganda que atacam a prática. Suas atividades têm ocorrido praticamente sem restrições por parte da polícia local, mas têm se tornado um ponto de crescente frustração para o povo de Hong Kong. A mídia de Hong Kong se concentrou recentemente no desabafo do professor Lam Wai Sze sobre a polícia em 14 de julho, que não tem feito nada sobre os membros da HKYCA que bloquearam uma manifestação do Falun Gong com suas grandes faixas nas ruas do movimentado distrito comercial de Mong Kok.

Agora, um grupo ativista chinês e de investigação no estrangeiro está tentando nomear e envergonhar publicamente os membros da HKYCA que possam identificar. A ‘Organização Mundial para Investigar a Perseguição ao Falun Gong’ (WOIPFG) é especializada em pesquisar profundamente a internet chinesa e, às vezes, faz chamadas telefônicas criativas a autoridades chinesas para entender e rastrear como a perseguição ao Falun Gong é organizada e conduzida na China.

Como a HKYCA opera como uma extensão desta campanha em Hong Kong, um repórter da Next Magazine de Hong Kong descobriu que o grupo compartilha os mesmos funcionários e prédio em Shenzhen com a Agência 610, um órgão extralegal da inteligência do Partido Comunista Chinês (PCC) criado para supervisionar a campanha anti-Falun Gong – desta forma, a WOIPFG fez um apelo para obter informações sobre eles.

No documento, seis dos membros são nomeados, enquanto outros 71 deles têm simplesmente suas fotos à espera de mais informações. A WOIPFG pede ao público que envie os “primeiros nomes, sobrenomes, história familiar, histórico de negócios, fontes de renda e conexões no continente” dos membros da HKYCA.

Wang Zhiyuan, o diretor da WOIPFG, disse numa entrevista por telefone que a HKYCA “pertence à Agência 610 da China continental, que é especializada em perseguir o Falun Gong. Suas ações contra os praticantes do Falun Gong têm se tornado cada vez mais cruéis em Hong Kong. Pedimos as pessoas que nos ajudem a documentar e recolher evidências de seus crimes.”

Depois de receber o material, eles cruzarão as informações com outras já publicadas, inclusive no próprio site da HKYCA e de outras fontes, disse Wang.

“Nós só publicaremos provas concretas de suas condutas criminosas”, disse Wang, como fotos deles assediando os praticantes do Falun Gong nas ruas. Praticantes afirmam que os membros da HKYCA têm gritado e soado cornetas em suas faces ou agredido-os com as hastes de madeira das faixas que carregam. “Eles fizeram estas coisas em público”, afirmou Wang. “Mas não publicaremos suas informações pessoais.” Isto, disse ele, será entregue às autoridades judiciais.

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