Tribunal eleitoral da Bolívia habilita Evo Morales à reeleição apesar de referendo e da constituição (Vídeo)

Evo Morales, sindicalista aliado de Castro, Noriega e Maduro, chegou à presidência nas eleições de 2005. Ele foi reeleito em 2009 e 2014. Seu mandato atual termina em 22 de janeiro de 2020

Por Epoch Times

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) surpreendeu os bolivianos ao informar que habilitará a reeleição do presidente esquerdista Evo Morales.

Pessoas de diferentes localidades da Bolívia marcham rumo a La Paz contra a nomeação do presidente boliviano Evo Morales como candidato à reeleição para as eleições nacionais de outubro de 2019, em Villa Remedios, Bolívia, em 5 de dezembro de 2018. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a nomeação do partido Movimento para o Socialismo (MAS) de Evo Morales para um quarto mandato, apesar do referendo de 2016 (Aizar Raldes/AFP/Getty Images)
Pessoas de diferentes localidades da Bolívia marcham rumo a La Paz contra a nomeação do presidente boliviano Evo Morales como candidato à reeleição para as eleições nacionais de outubro de 2019, em Villa Remedios, Bolívia, em 5 de dezembro de 2018. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a nomeação do partido Movimento para o Socialismo (MAS) de Evo Morales para um quarto mandato, apesar do referendo de 2016 (Aizar Raldes/AFP/Getty Images)

Sem dar maiores explicações, a presidente do TSE leu na terça-feira à noite uma resolução emitida depois de uma reunião extraordinária, na qual permite que Morales e seu vice-presidente Álvaro García Linera concorram nas primárias pelo partido Movimento pelo Socialismo (MAS), informou o jornal Erbol ontem.

Um referendo realizado em 21 de fevereiro de 2016 negou a Morales a possibilidade de mudar a constituição e concorrer à reeleição indefinidamente, no entanto, nenhum dos membros do TSE esclareceu por que a disposição popular foi descartada. Apenas foi mencionado que o documento seria publicado na quarta-feira.

Manifestação Popular exige respeito ao referendo de 21 de fevereiro de 2016 contra a candidatura do presidente boliviano Evo Morales à reeleição em 2019, no centro de La Paz, em 10 de outubro de 2018, durante a comemoração do 36º aniversário da restauração da democracia (Aizar Raldes/AFP/Getty Images)
Manifestação Popular exige respeito ao referendo de 21 de fevereiro de 2016 contra a candidatura do presidente boliviano Evo Morales à reeleição em 2019, no centro de La Paz, em 10 de outubro de 2018, durante a comemoração do 36º aniversário da restauração da democracia (Aizar Raldes/AFP/Getty Images)

Por outro lado, o partido no poder, em 2017, através do Tribunal Constitucional, endossou as pretensões de Morales, de acordo com o jornal El Espectador.

Segundo matéria do jornal Erbol, a lista de candidatos será publicada oficialmente neste sábado. A partir disso, um período de três dias deve ser aberto para que os militantes possam exigir a desqualificação de Morales.

Grupos de ativistas anunciaram manifestações contra o TSE e atividades de protesto e greve geral em todo o país.

Evo Morales (Stephanie Keith/Getty Images)
Evo Morales (Stephanie Keith/Getty Images)

Evo Morales, sindicalista aliado de Castro, Noriega e Maduro, chegou à presidência nas eleições de 2005. Ele foi reeleito em 2009 e 2014. Seu mandato atual termina em 22 de janeiro de 2020.

A intenção do presidente boliviano, Evo Morales, de concorrer à reeleição será analisada em Washington no período de sessões da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, informou a Excelsior. Dessa forma, as ações de Morales se somam a duas outras questões fundamentais: a repressão na Nicarágua e a caravana de migrantes, e a crise na Venezuela.

 
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