Sonda japonesa Hayabusa 2 está muito perto de obter amostras do asteroide Ryugu (Vídeo)

Agência espacial japonesa anunciou que a primeira coleta de amostras foi adiada para janeiro de 2019

Por Epoch Times

A espaçonave japonesa Hayabusa 2 está perto de coletar amostras do asteroide Ryugu que está explorando atualmente, declarou uma equipe de astrônomos na sexta-feira (12), depois de aterrissarem com sucesso um veículo de exploração espacial no asteroide.

A sonda Hayabusa 2 chegou ao asteroide Ryugu, que está a 300 milhões de quilômetros da Terra, em junho passado, após uma viagem de três anos e meio. Ela levou consigo o explorador espacial MASCOT, ou Lander, como também é conhecido, que em 3 de outubro se separou da nave e aterrissou com sucesso na superfície do asteroide.

O Centro Aeroespacial Alemão (DLR), que construiu o módulo de pouso em colaboração com a agência espacial francesa CNES, explicou que MASCOT explorou a superfície de Ryugu por mais de 17 horas, durante as quais foram coletados dados da superfície do asteroide.

Sonda MASCOT, em 3 de outubro, separou-se da nave e aterrissou com sucesso sobre a superfície do asteroide. Ela explorou a superfície de Ryugu por mais de 17 horas, durante as quais coletou dados de sua superfície (Centro Aeroespacial Alemão)
Sonda MASCOT, em 3 de outubro, separou-se da nave e aterrissou com sucesso sobre a superfície do asteroide. Ela explorou a superfície de Ryugu por mais de 17 horas, durante as quais coletou dados de sua superfície (Centro Aeroespacial Alemão)

Em 14 de outubro de 2018, a sonda Hayabusa 2 da Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA) iniciou sua segunda simulação de descida até o asteroide Ryugu para coletar amostras, ficando a uma distância mínima de 25 metros.

O objetivo de manter essa distância foi o de calibrar melhor o funcionamento e os ajustes do altímetro a laser da sonda, que em um primeiro teste de aproximação parou de ver a superfície do asteroide, obrigando o cancelamento da descida. O controle da missão acredita que isso aconteceu porque a superfície de Ryugu é mais escura do que se esperava, o que fez com que o altímetro parasse de receber sinais dele.

Gráfico mostra simulação de descida ao asteroide Ryugu até 25 metros (Hayabusa2.jaxa)
Gráfico mostra simulação de descida ao asteroide Ryugu até 25 metros (Hayabusa2.jaxa)

Antes disso, em 21 de setembro, a nave havia implantado seus 2 rovers, o Minerva II1A e o Minerva II1B, que já estão enviando as primeiras e fascinantes imagens do asteroide de apenas 900 metros de diâmetro. Se tudo correr como o planejado, espera-se que Hayabusa 2 passe vários meses perto do asteroide e retorne à Terra no final de 2020, trazendo as amostras coletadas.

Acredita-se que os asteroides foram formados no alvorecer do Sistema Solar e os cientistas dizem que Ryugu pode conter matéria orgânica que ajudou a criar a vida na Terra.

A primeira sonda Hayabusa foi incapaz de reunir todo o material esperado, mas ainda assim fez história ao ser a primeira sonda a recuperar amostras de um asteroide diferente.

(Imagem gravada por um dos rovers na superfície de Ryugu, em 21 de setembro de 2018)

Sua missão de sete anos terminou em 2010, quando ele caiu no deserto australiano.

Embora Hayabusa não esteja causando tanto impacto como a missão Rosetta, na qual a ESA conseguiu colocar sua sonda Philae na superfície do Cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, a missão Hayabusa 2 não é menos difícil nem menos importante. Seu objetivo não é simplesmente descansar sobre um asteroide, mas pegar amostras dele e voltar com elas para a Terra.

A agência japonesa anunciou que a primeira coleta de amostras foi adiada para janeiro de 2019.

No início a coleta estava prevista para o final de outubro de 2018, mas as imagens tiradas até agora de Ryugu mostram que sua superfície é muito mais irregular do que o esperado, por isso é necessário planejar cuidadosamente a manobra para garantir que Hayabusa 2 não se choque contra nenhuma das rochas que estão em sua superfície.

Ponto estimado de aterrissagem do MASCOT (JAXA/Universidade de Tóquio/Universidade de Kochi/Universidade de Rikkyo/Universidade de Nagoya/Instituto de Tecnologia de Chiba/Universidade de Meiji/Universidade de Aizu/AIST)
Ponto estimado de aterrissagem do MASCOT (JAXA/Universidade de Tóquio/Universidade de Kochi/Universidade de Rikkyo/Universidade de Nagoya/Instituto de Tecnologia de Chiba/Universidade de Meiji/Universidade de Aizu/AIST)

Nessa data, a sonda Hayabusa 2 lançará o MASCOT, um lander maior e melhor equipado com sistemas para analisar a superfície e enviar dados para a sonda. Nesse momento, Hayabusa 2 disparará um míssil de cobre de dois quilos na superfície do asteroide. O objetivo deste projétil é abrir uma cratera profunda o suficiente para expor estratos minerais do asteroide que permaneceram inalterados por milhares de anos. O vídeo a seguir descreve visualmente todo o processo.

 
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