Soldados de Maduro começam a desobedecer suas ordens, diz Marco Rubio (Vídeo)

O ditador Maduro ordenou ontem o fechamento da fronteira com o Brasil, e disse que planeja fazer isso com a Colômbia

Por Jesús de León, Epoch Times

As tropas venezuelanas começaram a desobedecer as ordens dos altos oficiais de Nicolás Maduro e é improvável que atendam as ordens para impedir a entrada de ajuda humanitária prevista para este fim de semana, disse o senador Marco Rubio.

“Acabei de falar com duas pessoas da caravana que se dirige à fronteira venezuelana para coordenar a recepção da ajuda. Eles informaram que a maioria dos membros das unidades da Guarda Nacional que os detiveram fizeram apenas tentativas desanimadas. Quando os moradores saíram para protestar, as unidades se afastaram e permitiram que a caravana continuasse”, escreveu Rubio no Twitter.

Rubio estava se referindo aos membros da Assembleia Nacional da Venezuela, único órgão constitucional democraticamente eleito no país, que se dirigia para a fronteira a fim de participar da coordenação da entrada da ajuda humanitária.

“As tropas da Guarda Nacional tentaram impedi-los, forçando os motoristas a saírem sob a mira de uma arma”, disse Rubio, “mas no final as tropas desistiram de fazer isso e a caravana continuou”, acrescentou.

Em uma dessas gravações pode-se ver o parlamentar Richard Blanco clamando aos agentes para que permitissem a passagem da delegação e perguntando se eles estavam conseguindo encontrar alimentos e medicamentos na Venezuela, de acordo com a agência EFE.

Juan Guaidó, presidente interino da Venezuela, tem pressionado insistentemente os soldados e generais a se unirem ao povo e deixarem passar a ajuda humanitária, além de ter oferecido anistia caso deixem de colaborar com o ditador Maduro.

Nas últimas semanas, dois altos oficiais militares abandonaram o regime de Maduro: José Luis Silva, adido de defesa da Venezuela em Washington, e Francisco Yánez, general de alto escalão da força aérea do país, e de acordo com Rubio, o controle de Maduro “está diminuindo”.

“Tenho motivos para acreditar que os militares não vão reprimir violentamente os trabalhadores humanitários”, acrescentou o senador em entrevista por telefone à Bloomberg na quarta-feira (20).

“Já existe uma resistência significativa” entre as tropas, disse Rubio, acrescentando que os altos oficiais têm dúvidas sobre “se as pessoas sob seu comando farão o que lhes é ordenado”.

Rubio também mencionou que em três estados da Venezuela, mulheres manifestantes forçaram as unidades da Guarda Nacional a se retirarem.

“Não há como voltar atrás agora. Chegou a hora de escolher “, disse ele.

O senador viajou para a fronteira entre a Colômbia e a Venezuela em 17 de fevereiro, depois que uma segunda remessa de suprimentos dos Estados Unidos chegou para aliviar a crescente crise enfrentada pelos venezuelanos.

À medida que se aproxima o momento em que a ajuda humanitária internacional deverá iniciar sua entrada na Venezuela, a pressão sobre os militares do regime aumenta.

Na segunda-feira (18), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma mensagem aos militares que apoiam o regime: “Os militares venezuelanos têm uma escolha”, disse ele: “trabalhar pela democracia para o futuro de suas famílias, ou continuar como estão e perder sua riqueza”.

Ontem, o comandante das Forças Militares da Colômbia, general Luis Navarro, e o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, almirante Craig Faller, advertiram conjuntamente o regime de Nicolás Maduro de que, se ele atacar os civis que vão entrar na Venezuela para levar a ajuda humanitária no sábado, 23 de fevereiro, o dever de ambos os exércitos será “proteger a população civil”.

O ditador Maduro ordenou ontem o fechamento da fronteira com o Brasil, e disse que planeja fazer isso com a Colômbia.

O ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Holmes Trujillo, respondeu hoje que seu país participa de um esforço multilateral para aliviar a situação enfrentada pelos venezuelanos, e reiterou o pedido do Grupo de Lima às Forças Armadas para que manifestem sua lealdade ao presidente Guaidó e não atrapalhem o esforço humanitário.

Guaidó estabeleceu como prioridade a entrada de ajuda para atender de forma imediata a 250 mil pessoas em risco de morrer por falta de comida e remédios, e ressaltou que a assistência entrará “sim ou sim” nas fronteiras venezuelanas no próximo sábado, 23 de fevereiro.

 
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