Risco de morte ou admissão na UTI é 83% menor com Ômicron em comparação com variante Delta, afirma estudo

Cepa Ômicron 'parece demonstrar menor gravidade da doença para indivíduos vacinados e não vacinados', afirma novo estudo

Por Mimi Nguyen Ly 

Um estudo do Canadá contribui para o crescimento do corpo de conhecimento que sugere que a variante Ômicron da COVID-19 é muito menos grave em comparação com a variante Delta – os pesquisadores descobriram que o risco de admissão ou morte na unidade de terapia intensiva é 83 por cento menor entre os casos da Ômicron em comparação com a variante Delta.

O estudo, publicado no medRxiv antes da revisão por pares e atualizado no dia 2 de janeiro, descobriu que o risco geral de hospitalização foi 65 por cento menor para a Ômicron em comparação com a Delta.

“Nossos resultados estão de acordo com os achados da África do Sul, Escócia e Inglaterra, todos os quais demonstraram reduções substanciais no risco de hospitalização associada à Ômicron”, escreveram os autores.

A cepa Ômicron da COVID-19 “parece demonstrar menor gravidade da doença para indivíduos vacinados e não vacinados”, mas embora seja este o caso, “o número absoluto de hospitalizações e o impacto no sistema de saúde são provavelmente significativos devido ao grande número de infecções pela Ômicron”.

Os resultados são baseados em um estudo de coorte pareado com casos em Ontário, no Canadá, pareados por gênero, idade, estado de vacinação, região de saúde e data de início. Dos 29.594 casos da Ômicron que eram elegíveis para o estudo, os pesquisadores foram capazes de combinar 11.622 casos com pelo menos um caso Delta.

Entre os casos combinados da Ômicron, houve 59 (0,51 por cento) hospitalizações e três (0,03 por cento) mortes; entre os casos Delta combinados, houve 221 (1,6 por cento) hospitalizações e 17 (0,12 por cento) mortes.

“Nosso estudo tem algumas limitações, em particular a curta duração do acompanhamento e o potencial erro de classificação devido a incidentais achados de triagem de admissão hospitalar e acompanhamento incompleto da saúde pública conforme a incidência aumenta”, declararam os autores.

Um estudo sul-africano publicado no dia 28 de dezembro mostrou que a última onda da COVID-19, com presumível maioria das admissões como sendo a cepa Ômicron, teve uma taxa de mortalidade hospitalar de 4,5 por cento, em comparação com 21,3 por cento em outras cepas. As admissões na UTI foram de 1 por cento em comparação com 4,3 por cento das ondas anteriores. Menos da metade – cerca de 45 por cento – das internações hospitalares requereram oxigênio suplementar, em comparação com 99,5 por cento na primeira onda da COVID-19.

Uma análise recente do Reino Unido divulgada no dia 23 de dezembro mostrou que o risco de hospitalização pela Ômicron é até 70 por cento menor em comparação com a variante Delta. Um estudo na Escócia, publicado no dia 22 de dezembro, encontrou uma redução de dois terços no risco de hospitalização pela COVID-19 na Ômicron em comparação com a Delta.

A diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Dra. Rochelle Walensky, afirmou no final de dezembro de 2021, que a variante Ômicron é responsável por mais de 90 por cento dos casos da COVID-19 em algumas partes dos Estados Unidos.

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