Praticante do Falun Gong preso à beira da morte, diz Anistia Internacional

Zhou Xiangyang antes de ser preso e torturado (Minghui.org)

De acordo com um grupo de direitos humanos, a família da um praticante do Falun Gong preso no congelante norte Chinês teme que ele possa estar à beira da morte, tendo suportado torturas e greve de fome desde que foi preso em março de 2011.

A Anistia Internacional lançou em 8 de fevereiro uma ação urgente sobre o caso de Zhou Xiangyang, apelando as autoridades chinesas que concedam liberdade condicional médica urgentemente a ele.

Zhou Xiangyang está na prisão Gangbei em Tianjin, perto de Pequim, desde 5 de março do ano passado. Ele passou 6 anos na mesma prisão, de maio de 2003 a maio de 2009, quando foi solto em liberdade condicional médica. Então, ele foi preso novamente ao falar em público sobre o Falun Gong, segundo a Anistia Internacional.

Familiares foram chamados recentemente pelos oficiais da prisão para visitarem-no e ao verem-no eles concluíram que ele estava à beira da morte, segundo a Anistia. Ele pediu dinheiro para comprar roupas e sua família deduziu que isto era para que ele pudesse estar decentemente vestido quando falecesse, disse a Anistia.

“Durante a visita, ele disse à família que o sofrimento na prisão ia além do entendimento humano e que ele não podia mais aguentar o tormento”, escreveu a Anistia no comunicado.

“Se a prisão continuar a negar a liberação de Zhou Xiangyang por condição médica, ele corre risco de morrer”, disse a Ação Urgente.

Ações Urgentes encorajam pessoas ao redor do mundo a enviarem cartas às autoridades exigindo tratamento humano aos detidos. “Embora as autoridades chinesas tenham se tornado muito mais resistentes à pressão internacional nos últimos anos, continuamos vendo algumas diferenças em seus comportamentos quando um caso particular se torna amplamente conhecido”, disse Corinna-Barbara Francis, uma investigadora sobre a China da Anistia Internacional, numa entrevista pelo telefone.

A liberdade condicional médica tem sido abusada por guardas prisionais na China, que somente liberam à beira da morte os detentos que foram abusados sob custódia.

Quando os indivíduos morrem fora da prisão, as autoridades se absolvem da responsabilidade por suas mortes. Em seu relatório anual de 2009, o Centro de Informação do Falun Dafa descreve isso como uma “tática comum”. Dezenas de mortes em tais circunstâncias têm sido relatadas anualmente nos últimos anos.

Francis, da Anistia Internacional, disse que, “Parece haver um padrão, pelo menos até certo ponto, no qual as autoridades libertam pessoas que receiam que morram sob custodia.” Ela acrescentou, “Isso certamente faz com que tenhamos de agir o mais rápido possível em casos particulares, para destacar o fato de que essas pessoas não estão bem na prisão.”

Li Shanshan esta atualmente servindo uma pena de dois anos num campos de trabalhos forçados por suas crenças e por tentar assegurar que seu marido Zhou Xiangyang fosse libertado (Minghui.org)

A nova condição de Zhou Xiangyang é a última numa saga de perseguição que tem visado ele e sua esposa Li Shanshan e que se estende por quase uma década. Atualmente, Li Shanshan está servindo uma pena de dois anos num “campo de reeducação pelo trabalho” por promover uma petição pela liberação de Zhou em sua cidade natal, pedindo ajuda aos moradores para que assinassem o documento. Ela escreveu uma carta que circulou entre as pessoas da cidade com a ajuda da família de Zhou. A carta provocou muitas lágrimas e pelo menos 2.300 assinaram seus nomes em apoio, segundo os websites do Falun Gong.

As forças de segurança chinesas contra-atacaram sentenciando Li Shanshan a trabalhos forçados e foram atrás do irmão de Zhou, de sua cunhada e de outras três pessoas, segundo a Anistia. Não se sabe se os familiares de Zhou estão detidos ou livres.

O Falun Gong é uma disciplina espiritual chinesa que inclui exercícios de meditação e ensinamentos baseados nos princípios da verdade, compaixão e tolerância. Ele se tornou popular rapidamente após sua introdução ao público na China em 1992 e, em 1999, o número de praticantes ultrapassava 70 milhões. Isto foi visto como uma ameaça pelo ex-líder chinês Jiang Zemin, que embarcou numa luta política nacional voltada para purgar a nação de todos os praticantes. Mais de 3.500 mortes devido a torturas ou maus-tratos foram confirmadas; mas o número real é desconhecido.

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