Pasadena, o retorno

Dos velhos e bons tempos universitários, ficaram algumas marcas que balizam decisões de natureza financeira, seja com relação a investimentos públicos ou privados.

O assunto tem a ver com a compra pela Petrobras do controle da refinaria de Pasadena. Não ouvi nenhuma voz do governo ou de oposição examinando a questão sob o ponto de vista econômico. As decisões de compra ou venda de ativos têm por base a projeção de seu fluxo de resultados que é, afinal, o que o comprador espera obter. Em nenhum momento ouvi alguém questionando a compra da refinaria de Pasadena com base em seus futuros resultados.

Se foi cara ou barata a compra, só se pode saber projetando-se os resultados futuros, o que parece fácil de medir. Se houve ou não intermediários, isto estaria refletido no valor do investimento, tornando ou não a operação recomendável.

Se alguém não devidamente credenciado levou “comissão”, isto elevaria o custo da compra, pois o vendedor terá incluída a comissão no preço final, tornando o negócio ruim para o comprador.

Se quem levou comissão foi alguém da Petrobras, o caso é de polícia, e não de política.

Arthur Chagas Diniz é vice-presidente do Instituto Liberal

Instituto Liberal

 
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