Otimismo no setor industrial em 2013

Obras continuam no Estádio Nacional de Brasília para a Copa de 2014, em 12 de dezembro de 2012 (Shaun Botterill/Getty Images)
Obras continuam no Estádio Nacional de Brasília para a Copa de 2014, em 12 de dezembro de 2012 (Shaun Botterill/Getty Images)

O setor industrial inicia o ano confiante. A expectativa para 2013 é que se tenha uma recuperação econômica, após dois anos de maus resultados.

De acordo com a pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria (ICI) cresceu 1,1% em dezembro de 2012, passando de 105,2 pontos no mês anterior para 106,4 pontos.

Em 2012, a indústria não aproveitou a expansão da demanda principalmente porque não incentivou os projetos de investimento. O impacto da perda de retorno das aplicações financeiras está entre os principais motivos da falta de investimento das empresas, além do novo ambiente de juros bem mais baixos e da aceleração dos custos do emprego e da mão de obra.

O aumento do nível de investimento é necessário para que a indústria se modernize e amplie seus níveis de produtividade e inovação, gerando maior competitividade.

Aloísio Campelo, economista da FGV, disse ao IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) que a melhora nas expectativas do setor pode indicar uma elevação do nível de investimentos das empresas. Ele explica que o segmento que puxa o otimismo é o de bens de capitais e de materiais de construção.

Já para Rogério de Souza, economista do IEDI, o otimismo da pesquisa da FGV baseia-se nos péssimos resultados atingidos em 2011 e 2012. Ele diz que as medidas do governo para estimular o setor e o dólar estável em patamar favorável às exportações ajudam a criar uma atmosfera de otimismo entre os empresários.

“Todos os fundamentos macroeconômicos estão apontando para uma melhora gradual da economia”, diz Rogério. “Mas, de acordo com os últimos dados fornecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), produção e emprego continuam em patamares ruins”, complementa.

Segundo o IBGE, a produção industrial está em nível semelhante ao de fevereiro de 2010. Na questão do emprego, a quantidade de pessoas empregadas registra queda de 1,4% neste ano, segundo o IEDI.

É possível que em 2013 o quadro da geração de valor na manufatura seja mais favorável do que em 2012, o que pode abrir caminho para novos investimentos.

O investimento ainda é o centro das dificuldades vividas pela indústria e pela economia brasileira. Para incentivar investimentos, uma resposta rápida da política econômica visando reerguê-los é necessária. Uma sugestão consiste em promover a desoneração integral e definitiva dos investimentos e instituir, por um prazo de dois a três anos, a depreciação acelerada dos investimentos – mecanismo potente que vem sendo utilizado com sucesso em países industrializados.

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