Nova regra para COVID-19 é baseada no que o CDC ‘pensava que as pessoas seriam capazes de tolerar’, afirma diretora da agência

CDC afirma que mesmo as pessoas 'totalmente vacinadas' correm o risco de contrair o vírus e espalhar suas variantes

Por Jack Phillips 

A diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Rochelle Walensky, explicou que a recente decisão de encurtar o período de isolamento para casos assintomáticos da COVID-19 foi baseada no que o governo federal “pensava que as pessoas seriam capazes de tolerar”.

As últimas diretrizes do CDC foram lançadas esta semana, encurtando o período de isolamento de 10 para cinco dias, para indivíduos assintomáticos.

Walenksy afirma que a mudança “realmente teve muito a ver com o que pensamos que as pessoas seriam capazes de tolerar”, de acordo com sua entrevista à CNN, na quarta-feira.

“Vimos taxas relativamente baixas de isolamento para toda essa pandemia”, ela continuou. “Algumas ciências demonstraram que menos de um terço das pessoas estão se isolando quando precisam. Então, nós realmente queremos ter certeza de que fornecemos uma orientação nesse momento em que teríamos muitas doenças que podem ser aderidas, que as pessoas estavam dispostas a aderir”.

Walensky acrescentou que a orientação de isolamento de 10 dias “era conservadora”, mas observou que “no contexto em que teríamos muitos casos, muitos deles seriam assintomáticos ou levemente sintomáticos e as pessoas se sentiriam bem o suficiente para estar no trabalho”.

“Eles não tolerariam necessariamente estar em casa e podem não concordar em estar em casa”, acrescentou a diretora do CDC. “Este era o momento que precisávamos para tomar essa decisão e essas mudanças”.

Walensky e outras autoridades federais declaram que os dados atuais sugerem que a variante Ômicron parece menos severa, mas continuam a decretar vacinas, máscaras e distanciamento social.

O presidente Joe Biden anunciou este mês novos planos para combater a Ômicron, incluindo reforços federais para hospitais e mais testes – embora alguns especialistas tenham dito que os esforços são poucos e chegam tarde demais.

Os operadores de cruzeiros sofreram na quinta-feira, e logo após, o CDC alertou as pessoas para evitá-los em meio a um número crescente de surtos a bordo. Isso ocorreu na maioria das grandes empresas de cruzeiros, como a Carnival ou Royal Caribbean, as quais exigem que a equipe e os hóspedes estejam totalmente vacinados e apresentem comprovantes.

“Desde a identificação da variante Ômicron, houve um aumento no número de casos da COVID-19 entre passageiros de cruzeiros e tripulantes reportados ao CDC. Além disso, houve um aumento no número de cruzeiros que atendem ao limite de casos da COVID-19 para investigação do CDC”, afirmou o CDC na quinta-feira.

Com o último aviso, o CDC afirmou que mesmo as pessoas “totalmente vacinadas” correm o risco de contrair o vírus do PCC (Partido Comunista Chinês), que causa a COVID-19, e espalhar suas variantes. Os passageiros são solicitados a realizar o teste de três a cinco dias após o término de sua viagem de cruzeiro, continuou o CDC, ao mesmo tempo que os instava a se automonitorar para sintomas relacionados à COVID-19 por 14 dias.

A Reuters contribuiu para esta reportagem.

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