Netanyahu afirma que “tentáculos terroristas” do Irã estão presentes na América Latina

Em visita oficial à América Latina, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta quarta-feira (13) em Bogotá, capital da Colômbia, que os “laços terroristas do Irã” estão por toda parte, inclusive na região, e pediu que os países latino-americanos se unam para enfrentá-los.

“Os laços terroristas do Irã estão por toda parte, incluindo a América Latina, e acreditamos que todos os países deveriam se unir, assim como Israel está colaborando com os países árabes, para evitar que a agressão e o terror se expandam”, afirmou Netanyahu depois de se reunir com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Discursando de forma bastante dura, o premiê israelense afirmou que o mundo atualmente oferece “possibilidades sem limite”, mesmo existindo uma “grande ameaça, não só do terrorismo, que a Colômbia sentiu, mas também a ameaça do terrorismo islâmico militante, que afetou os muçulmanos e depois o resto do mundo”. Do seu ponto de vista, existem “duas fontes” para esse terrorismo: o grupo extremista Estado Islâmico e o Irã.

“Isto produziu uma nova relação entre Israel e os países árabes, porquê veem Israel não só como adversário, mas como aliado indispensável contra as forças que querem subtrair da humanidade seu grande futuro e levá-la ao passado”, frisou Netanyahu.

É a primeira vez que um chefe de governo israelense em exercício faz uma visita à Colômbia e à América Latina, como o próprio premiê chamou a atenção no decorrer de seu discurso. Ele frisou que sua passagem recente pelo continente consolida os fundamentos para que não transcorram “outros 70 anos antes da próxima visita”.

“Esta oportunidade de visitar a América Latina, de visitar a Colômbia, nos traz grande emoção, acreditamos que há grande esperança, sentimos que a América Latina tem um tremendo potencial e o mundo neste momento está em um ponto de inflexão para a mudança. A economia mundial não será a mesma, tudo está se tornando tecnológico”, arrematou Netanyahu.

Israel e Colômbia assinaram, na quarta-feira, um acordo na área científica, conforme declarou depois a Presidência colombiana em nota. Isso sinaliza que a modernização será usada na abordagem de questões sociais como saúde, pobreza ou até os recursos naturais. Netanyahu disse também que, ao longo do encontro com Santos, as conversas giraram em torno de agricultura, abastecimento de água e segurança da internet, “uma área que se tornou importante para todos os países”.

“Tanto Israel como a Colômbia comprometem-se a promover a investigação, a transferência de tecnologia e conhecimento, bem como o intercâmbio de investigações nos domínios que os dois países entendam importantes para alcançar um crescimento sustentável.”

Foi assinado também um acordo para incentivar o turismo, no qual se define que os dois governos deverão estimular a colaboração entre as entidades de cada país que são responsáveis pela informação e formação profissional na área. O presidente colombiano declarou que existe “um grande potencial” em fazer comércio com Israel que “pode crescer ainda mais”.

“Estamos no bom caminho. A Colômbia exportou, entre janeiro e junho, cerca de US$ 130 milhões, uma percentagem muito mais elevada do que no ano passado. Queremos aumentar os fluxos de investimento direto de Israel na Colômbia — há enormes possibilidades”, garantiu Santos, em coletiva de imprensa após a reunião com Netanyahu.

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