Mais três astronautas a caminho da Estação Espacial Internacional

No Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, a engenheira de voo Karen Nyberg da NASA (à esquerda), o comandante russo Fyodor Yurchikhin (centro) e o engenheiro de voo Luca Parmitano da Agência Espacial Europeia (à direita) num ensaio geral em 17 de maio. O trio será lançado em 29 de maio, horário do Cazaquistão (28 de maio EDT), na nave espacial Soyuz TMA-09M para começar uma missão de cinco meses e meio na Estação Espacial Internacional (Victor Zelentsov/NASA)

Três astronautas partirão para o espaço em 28 de maio em direção à Estação Espacial Internacional (ISS), entre eles dois homens, um russo e um europeu, e uma mulher norte-americana.

O lançamento ocorrerá em torno de 4h31 EDT e atracará na ISS cerca de seis horas depois. Os três astronautas se juntarão a outros três que já estão lá.

Então, como estes três astronautas se sentem sobre a viagem, que inclui permanecer até novembro na estação orbital? E o que eles farão por lá?

Karen Nyberg

Nyberg esteve na estação antes, mas apenas por 14 dias, então, ela está ansiosa por permanecer mais tempo. Ela está animada com a janela que foi colocada na estação desde que esteve lá, permitindo que os astronautas tirem fotos impressionantes da Terra.

“A cúpula é nossa janela para a Terra e mal posso esperar para ver isso”, disse Nyberg. “Tenho certeza de que isso me surpreenderá, embora eu tenha visto a Terra daquela distância antes.”

Os experimentos científicos são o foco principal da ISS e Nyberg diz que uma das áreas que eles investigarão é o impacto da ausência de gravidade na visão, pois um número significante de astronautas retornou à Terra com a visão prejudicada.

“Não se sabe exatamente no momento o que causa isso, mas é algo importante, especialmente se passaremos mais tempo e iremos mais vezes – será que piorará conforme o tempo passa? Então, eles começarão a fazer uma série de experiências conosco, fotografando a retina, registrando a pressão nos olhos e fazendo checagens de visão durante a missão”, disse ela.

Outra área em que a gravidade zero tem grande impacto é na densidade dos ossos – os astronautas perdem densidade óssea rapidamente, mais rápido do que uma mulher de 70 anos com osteoporose. Nyberg disse que estudar como mitigar a perda de densidade óssea “tem grande potencial para aplicação na osteoporose terrena”.

Quanto a sua motivação pessoal para assumir os riscos de voar ao espaço, Nyberg disse que é parte da natureza humana, porque os seres humanos são pessoas muito curiosas.

“Os seres humanos gostam de desafios e este é um grande desafio”, disse ela. “Muito disso também tem a ver com ser algo emocionante. Nós conversamos sobre crianças e crianças e adultos veem voos espaciais como algo interessante e emocionante. Se isso pode motivar um jovem na escola a estudar ciência ou matemática um pouco mais, eu acho que isso é algo importante e nosso país precisa de pessoas nas ciências, matemática e tecnologia para serem líderes no futuro. Acho que se isso tem um propósito educacional, eu considero uma boa razão para fazer.”

Luca Parmitano

O italiano Parmitano diz que cresceu sonhando em ser astronauta.

“Eu nasci em 1976 e foi por volta dessa época que os primeiros voos de ônibus espaciais aconteciam, sendo os primeiros intensamente televisionados nos anos 80 na Europa e na Itália”, disse ele. “Então, eu me lembro de ter visto os primeiros astronautas flutuando em torno do ônibus espacial fazendo seu trabalho e pensei, mesmo sendo uma criança pequena, que aquele devia ser o melhor trabalho do mundo, ser capaz de fazer aquelas coisas e viver para isso.”

Parmitano disse que uma das partes mais importantes de ser um astronauta é compartilhar a experiência com as pessoas. Ele também quer que as pessoas saibam que os astronautas em geral “são pessoas normais”, embora “com um privilégio e oportunidade fantásticos para fazer algo que é extraordinário”. Ele incentiva os jovens a “nunca pensarem que algo não pode ser alcançado”, quer seja se tornar um astronauta ou outra coisa.

Ser o primeiro astronauta da Agência Espacial Italiana a ir ao espaço para um voo de longa duração é especial para Parmitano, o que ele considera “muito importante”. A pesquisa que ele conduzirá incluirá estudar biocombustíveis no ambiente de gravidade zero para identificar combinações que sejam mais eficientes e menos poluentes.

“É minha primeira viagem, então, tudo para mim será novidade e estou ansioso pela experiência”, disse ele.

Fyodor Yurchkin

O cosmonauta russo Yurchkin julga-se afortunado por estar voando para o espaço, considerando que ele e muitos colegas de escola davam tanta atenção aos astronautas quando cresciam.

É um trabalho importante, importante para os seres humanos, diz Yurchkin.

“Eu tenho muitos encontros com alunos, estudantes e jovens para falar sobre o programa espacial”, disse ele. Yurchkin já esteve no espaço duas vezes, uma vez por cerca de duas semanas em 2002 e outra por 196 dias em 2007.

Uma das experiências favoritas de Yurchkin é quando ele ativa os sensores corporais antes de ir dormir, que recolhem dados sobre como a radiação da ISS afeta o corpo antes e depois de usar um escudo de radiação, que é instalado do lado de fora do compartimento para dormir. Ele e Alexander Misurkin, que já está na estação, farão dois passeios espaciais em junho para substituir equipamentos envelhecidos por outros novos. Eles também prepararão um módulo de pesquisa para anexar a parte russa da estação.

Yurchkin se tornará comandante de voo em setembro quando ele, Nyberg e Parmitano retornarem à Terra em novembro. Ele disse que seu papel é garantir a interação entre os astronautas que vão e os outros três que se juntarão a eles em setembro se tudo correr bem, além de “ser um grande amigo de cada membro da tripulação”.

A engenheira de voo Karen Nyberg da NASA (NASA)
O engenheiro de voo Luca Parmitano da Agência Espacial Europeia (Agência Espacial Europeia)
O cosmonauta russo Fyodor Yurchikhin (NASA)
A Estação Espacial Internacional orbitando a Terra (NASA)

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