Juiz Marcelo Brêtas apoia projeto que autoriza a polícia a matar, se necessário

Bolsonaro apoiou palavras do juiz, que lembrou: "policiais também morrem"

Por Cláudio Humberto, Diário do Poder

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a defender nesta terça-feira (5) uma bandeira de campanha, a previsão legal para que a polícia mate.

“É urgente que o Congresso aprecie matérias para que os agentes de segurança pública usem da letalidade para defender a população, caso precisem e estejam amparados por lei”, afirmou, em rede social.

O presidente reagia ao comentário do juiz Marcelo Brêtas, responsável pela Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, sobre o tema.

Na segunda-feira (4), o magistrado disse na mesma rede social que, “em determinadas circunstâncias, que só podem ser avaliadas casualmente e pelas autoridades competentes, a POLÍCIA DEVE usar a força e eventualmente até mesmo MATAR. Isso não é novidade. Está na lei”. As maiúsculas foram empregadas por ele. “Policiais também morrem…”, disse Brêtas.

Bolsonaro entrou no debate no dia seguinte. Justificou a necessidade de haver previsões para a polícia matar “para que possamos resgatar a paz diante do terror que vivemos em todo Brasil”.

Brêtas compartilhou o comentário de Bolsonaro e se disse “honrado pela citação”.

Sem agendas públicas no Carnaval, o presidente recebeu o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, no Palácio do Alvorada, onde reside, nesta manhã de terça (5). Não houve mais movimentações no restante do dia.

 
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