Japão transmite aos EUA sua preocupação com os avanços nucleares da China

Ambos enfatizaram a importância da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan

Por Agência EFE 

O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, transmitiu sua preocupação com os avanços nucleares da China ao presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na sexta-feira, e o perigo que eles podem representar na região do Indo-Pacífico.

Um alto funcionário do governo dos EUA explicou em uma entrevista coletiva por telefone que Biden e Kishida realizaram uma reunião virtual de 90 minutos, a qual é a segunda realizada após reunião em Glasglow, em novembro, durante a COP26.

A fonte explicou que os dois tiveram “uma discussão muito profunda” sobre seus pontos de vista sobre a China e seu desejo de “promover e defender um Indo-Pacífico livre e aberto”.

Nesse sentido, eles compartilharam suas preocupações sobre a “intimidação” de Pequim com seus vizinhos.

“O primeiro-ministro estava particularmente preocupado com o avanço nuclear na China e o que isso significa para a segurança regional”, relatou o funcionário.

Diante dessa situação, Biden reiterou a Kishida “sua determinação de fortalecer fundamentalmente as capacidades de defesa do Japão para reforçar a dissuasão contra ameaças comuns” e elogiou sua decisão de aumentar os gastos com defesa, de acordo com um comunicado da Casa Branca.

De acordo com a nota, ambos rejeitaram as tentativas de Pequim de mudar o “status quo” no Mar da China Oriental e no Mar do Sul da China, enfatizando a importância da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan.

Além disso, Biden afirmou que o artigo V do Tratado de Segurança Mútua se aplica a Senkaku, tendo em vista as contínuas incursões de navios chineses em águas próximas a essas ilhas, que estão sob controle japonês, embora China e Taiwan reivindiquem sua soberania sobre a área.

O referido tratado entre os EUA e o Japão consagra a defesa mútua contra um ataque armado.

Kishida expressou a Biden sua intenção de sediar uma reunião do “quad” na próxima primavera, grupo formado pela Índia, Austrália, Japão e Estados Unidos. O presidente americano concordou em participar.

Em relação à Coreia do Norte, o funcionário enfatizou que Biden deixou claro que Washington trabalhará em estreita colaboração com a Coreia do Sul e o Japão em medidas futuras para impedir Pyongyang de novas provocações, incluindo o recente lançamento de mísseis balísticos.

Da mesma forma, o funcionário norte-americano explicou que havia harmonia entre os dois líderes políticos em relação aos “desafios russos” contra a Ucrânia.

Outro dos temas que analisaram foram os laços econômicos e, nesse sentido, anunciaram a inauguração de um fórum, batizado de “Dois mais dois” e que contará com a participação dos chefes de Relações Exteriores e Comércio, que se concentrará em setores como tecnologia e redes de fornecimento.

Biden e Kishida concordam que “a estreita colaboração entre o Japão e os EUA será essencial”, afirmou o funcionário, acrescentando que essa cooperação abrange desde semicondutores e energia até mudanças climáticas

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