Iranianos se manifestam nos EUA para pedir que governo do Irã seja derrubado

As tensões entre Irã e EUA foram intensificadas nos últimos dias após o Irã derrubar um drone americano

Por Agência EFE

Com faixas e cartazes com as cores da bandeira do Irã, centenas de pessoas se manifestaram nesta sexta-feira em frente ao Departamento de Estado dos Estados Unidos para pedir ao governo de Donald Trump que aumente sua campanha de “máxima pressão” e derrube o governo iraniano.

“Estou aqui para apoiar as sanções americanas e pedir que derrubem o regime”, disse à Agência Efe Jam Zemani, que em 1990 fugiu do Irã porque seus pais “estavam em perigo” devido a suas ideias políticas.

A mulher, de 32 anos e moradora do Texas, usava um colete amarelo que, com letras azuis, dizia: “Libertem o Irã”, e também segurava um cartaz com o rosto de Maryam Rajavi, presidente do grupo opositor iraniano Conselho Nacional da Resistência Iraniano (CNRI).

O CNRI é um movimento com sede em Paris cujo objetivo é derrubar a teocracia islâmica que governo no Irã desde 1979.

“Queremos que Maryam Rajavi substitua o regime. É hora de haver democracia, ela deve assumir o comando e depois convocar eleições”, afirmou Zemani.

Perguntada sobre por que acredita que Rajavi seria uma boa líder para o Irã, a ativista respondeu: “Porque é feminista, apoia a ideia de que as mulheres tenham os mesmos trabalhos que os homens, mas também tem contato com a parte muçulmana do país, usa lenço no cabelo. É um bom equilíbrio”.

A manifestação foi convocada pela Organização de Comunidades irano-americanas, um grupo que se dedica a pressionar o Congresso e governo dos EUA para conseguir que o Irã “se transforme em uma república laica, democrática e sem armas nucleares”, segundo explicado em sua página na internet.

Em comunicado, a entidade explicou que o objetivo da manifestação é apoiar a campanha de “máxima pressão” que o governo de Trump impôs sobre o Irã.

O governo dos EUA se retirou unilateralmente há mais de um ano, em 8 de maio de 2018, do acordo nuclear assinado em 2015 com Irã, União Europeia (UE) e outras cinco potências (Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha).

Desde então, os EUA voltaram a impor todas as sanções que tinha retirado como fruto do pacto, que fixava limites ao programa atômico iraniano.

As tensões entre Irã e EUA foram intensificadas nos últimos dias após o Irã derrubar um drone americano.

Trump confirmou hoje ter ordenado na quinta-feira um ataque ao Irã em represália pela destruição do drone e que suspendeu a ordem cerca de dez minutos antes do ataque, para evitar mortes.

 
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