Guerra das vacinas: oposição e governadores articulam reação no STF

Por Brehnno Galgane, Terça Livre

Em meio ao impasse sobre a compra das doses da Coronovac, vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, a Rede Sustentabilidade planeja ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal solicitando à corte que obrigue o governo a comprar e distribuir vacinas aprovadas pela Anvisa. Em paralelo, governadores cogitam ir à Justiça para garantir a compra da vacina.

Alguns governadores disseram “com certeza” quando questionados se iriam à Justiça pela eventual vacina. Com isso, o governo federal pode vir a ser alvo de uma série de ações no Supremo caso avancem os testes, a eficácia seja comprovada e Bolsonaro siga resistindo à vacina.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado, a sigla irá argumentar que o país vive uma situação de emergência na saúde pública e o governo tem de responder e fornecer à população a vacina disponível.

Mais cedo o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse que o presidente Jair Bolsonaro “está possuído por uma espécie de ódio a João Doria”, o que justificaria o fato dele se enganar com relação à vacina chinesa, produzida em parceria com o Instituto Butantan, do governo de São Paulo. Segundo Dino, o presidente está criando “uma guerra da vacina”.

“Se a vacina do Butantan estiver disponível primeiro, creio que esse será um caminho natural, mediante autorização judicial”, disse o governador do Maranhão, fazendo referência para comprar a vacina direto do Instituto Butantan.

“Os governadores com certeza vão ao Congresso nacional e à Justiça para garantir o acesso da população a todas as vacinas que forem eficazes e seguras”, diz Dino.

Além disso, também nessa quarta-feira (21/10), o Partido dos Trabalhadores apresentou um Projeto de Lei à Câmara dos Deputados, onde quer obrigar todos os brasileiros a tomarem vacina contra o novo coronavírus.

Dois deputados paranaenses do PT, Enio Verri e Gleisi Hoffmann, propõem alterações no Programa Nacional de Imunizações, com inclusão de vacinação “compulsória”. O texto defende que o imunizante precisa fazer “parte do calendário de vacinações do Programa Nacional de Imunizações”.

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