Publicado em - Atualizado em 04/10/2015 às 12:06

Greve de fome para expor crimes do regime chinês no Tibete

Jovens tentam persuadir ONU para responsabilizar regime chinês pelas violações de direitos humanos no Tibete

Os três tibetanos - Dolma, Tamdin Hrichoe e Tenzin Wangchuk - membros do Congresso da Juventude Tibetana (Venus Upadhayaya / Epoch Times)

Os três tibetanos - Dolma, Tamdin Hrichoe e Tenzin Wangchuk - membros do Congresso da Juventude Tibetana (Venus Upadhayaya / Epoch Times)

Três jovens tibetanos que vivem no exílio na Índia começaram uma greve de fome por tempo indeterminado em uma tentativa de persuadir a ONU para responsabilizar o regime chinês pelas violações de direitos humanos no Tibete. Após 20 dias, um deles, Tsewang Dolma, perdeu quase 9 kg, mas ela continua determinada a lutar pelos direitos do seu povo.

“Minha greve de fome não é difícil em comparação com as atrocidades contra os tibetanos que sofrem todos os dias sob o domínio chinês”, disse Dolma.

Os três tibetanos – Tsewang Dolma, Tamdin Hrichoe e Tenzin Wangchuk – todos membros do Congresso da Juventude Tibetana, começaram a greve de fome em 10 de setembro na cidade de Nova Deli. Muitas pessoas vão frequentemente ao local para tirar fotografias e conversar com os manifestantes. Os tibetanos locais geralmente oferecem um Khata (lenço cerimonial tradicional tibetano), que se amarra no pescoço daqueles que fazem greve de fome. Atrás da cama improvisada de Dolma, um cartaz mostra sua foto antes de iniciar o protesto, revelando uma mulher muito mais encorpada, entretanto a força de vontade de Dolma não oscila. “Há sempre uma esperança. Sem sacrifício, a liberdade não virá até nós. O auto-sacrifício pode trazer uma verdadeira mudança”, disse ela.

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O pai de Dolma lutou contra os chineses quando o Tibete foi invadido pelo Exército da Libertação Popular (ELP). “Ele fazia parte do exército tibetano. Eu cresci ouvindo histórias de sua coragem e luta contra a invasão chinesa”, disse Dolma.

Foram essas histórias que inspiraram Dolma e a fizeram perceber que, assim como seu pai, ela deveria dar a sua juventude para proteger o Tibete, ela também deveria encontrar uma maneira de ajudar.

Tsewang Dolma (Venus Upadhayaya / Epoch Times)

Tsewang Dolma (Venus Upadhayaya / Epoch Times)

“Os chineses prenderam todos os músicos, artistas e mestres espirituais influentes. Há muita tortura, mas as pessoas ainda estão protestando – indivíduos, assim como enormes grupos. Isso nos inspira e nos dá coragem. Queremos dar voz aos sem voz dentro do Tibete”, disse ela.

De acordo com um comunicado de imprensa do Congresso da Juventude Tibetana, o Partido Comunista Chinês tem aplicado uma série de campanhas e políticas para reprimir e destruir sistematicamente a cultura tibetana, o idioma, a identidade nacional, as tradições espirituais e o meio ambiente do Tibete – este que impacta o mundo e a Ásia, em particular.

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“Atualmente, o Tibete enfrenta uma luta de vida ou morte”, afirma o comunicado. De acordo com Dolma, é esta situação de vida e morte no Tibete que dá aos jovens tibetanos a coragem de se sacrificar pelo país e persistir em sua luta contra o regime comunista chinês.

Espalhar a mensagem através da greve de fome não é fácil. O rosto de Dolma parece pálido e seu corpo parece atrofiado, enquanto ela se esforça para ser ouvida em meio ao barulho da cidade. Todavia, seus olhos brilham.

“No dia inaugural de nosso protesto, pessoas disseram que eu não seria capaz de ficar em greve de fome por mais de uma semana. Eu posso parecer magra, mas não me julguem pela aparência. É o 18º dia hoje (09.30) e eu ainda estou bem”, disse Dolma.

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