Publicado em - Atualizado em 17/07/2017 às 13:58

Forte massa de ar polar avança pelo Brasil

O frio chega muito forte no Sul e pode ir até o Sudeste do Brasil

Santa Catarina deve registrar sucessivas geadas e há chance de nevar novamente (Julio Cavalheiro/Secom)

Santa Catarina deve registrar sucessivas geadas e há chance de nevar novamente (Julio Cavalheiro/Secom)

Após passar pelo Chile provocando muita neve, a massa de ar polar chegou ao Sul do Brasil neste domingo. A temperatura caiu rapidamente em várias cidades da região. A mínima nesta segunda-feira (17) foi de 0,8°C na cidade gaúcha de São José dos Ausentes. O frio aumenta gradativamente até esta terça-feira, não só na Região Sul, mas em grande parte do Centro-sul país. Pode nevar em várias cidades do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Após secar o tempo, as geadas também deverão ser fortes. O frio gradativamente avança até Mato Grosso do Sul, São Paulo, parte de Minas Gerais e até na região tropical do Rio de Janeiro.

O inverno ainda não havia chegado para valer no Sul do país. No Rio Grande do Sul, o comentário mais ouvido nas ruas era o de que não haveria inverno este ano. Porém, com o forte avanço do ar polar pela América Latina, tudo começou a mudar nos últimos dias.

Normalmente, as massas de ar frio chegam pelo Sul da Argentina, em regiões como a Patagônia, cruzam os Andes, percorrem todo o Pampa, entram pelo Rio Grande do Sul, seguindo, finalmente, para os demais estados brasileiros.

Santiago, no Chile, teve sua maior nevasca dos últimos 37 anos (Twitter)

Santiago, no Chile, teve sua maior nevasca dos últimos 37 anos (Twitter)

As massas de ar frio chegam bastante fortes e, juntamente com a chuva da frente fria, podem provocar nevascas como as vistas no Chile neste domingo. Depois, comumente, a perdem força, diminuindo a intensidade do frio. Eia o que caracteriza uma região climática quanto à temperatura: a frequência e intensidade com que recebe essas massas de ar frio.

Desta vez a massa irá avançar no Sul do Brasil muito forte nesta segunda-feira, o que acontece geralmente nos invernos mais frios. O frio é intenso, mesmo assim, o fenômeno da neve é mais difícil de ocorrer no país, visto que para isso é necessário associar uma boa quantidade de chuva com o forte frio. O que costuma chegar no Brasil não pode ser chamado de nevasca, com exceção de alguns casos de neve forte no passado e que pode voltar a surpreender, sobretudo nas serras gaúchas e catarinenses.

O frio vai avançar pelo país nos próximos dias e será muito forte também em Mato Grosso do Sul, espera-se temperatura próximas de 0ºC no Sul do estado. Em São Paulo, exceto nas cidades mais próximas do Sul, não é tão frio, mas certamente será sentido. Na capital, a terça-feira deve ser de chuva e temperatura abaixo dos 10°C.

Em seguida, o frio vai para o Rio de Janeiro, também com mescla de chuva e ar frio, podendo ficar abaixo dos 15 ºC na capital fluminense até a quinta-feira, após a ocorrência de chuvas constantes.

A neve no Brasil

Para ocorrer uma tempestade de neve (nevasca) é necessário forte frio com uma quantidade significativa de chuva. A neve pode ocorrer no Brasil, sobretudo nas altas altitudes da Região Sul. Surgem relatos anualmente, mas, quase sempre, tratam-se precipitações muito rápidas e isoladas.

Ainda que escassas, já houve sim casos de nevasca, principalmente em Santa Catarina. Em 1957, uma nevasca deixou a cidade serrana de São Joaquim isolada por uma semana. Em 2013, a neve foi abrangente e considerada histórica com registro em 113 municípios do estado. No Rio Grande do Sul, foi menos abrangente mas também significativa, com registro em 23 municípios no mesmo ano.

Neve em outras regiões do país é muito raro, embora já tenha ocorrido casos em Campos do Jordão na Serra da Mantiqueira em São Paulo.

Nesta segunda e terça-feira, espera-se que a neve ocorra em várias cidades do Planalto do Sul, Serra em geral e até em cidades em que não é comum a ocorrência, pode haver queda de grãos de gelo — que não chegam a flutuar como os típicos flocos de neve, mas que também é gelo, o que evidencia a alta intensidade desta massa polar.

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