Filhos de sobreviventes de genocídio podem herdar trauma em seu DNA

Uma recente pesquisa descobriu que o trauma pode alterar a forma como os genes funcionam, e que as crianças podem herdar essas alterações. As pessoas não são apenas produtos de seus ambientes. Os seres humanos podem, biologicamente, ser produto do ambiente de seus pais também.

Uma equipe de pesquisadores do Mount Sinai Hospital, em Nova York, realizou experiências com sobreviventes do Holocausto e seus filhos que nasceram após a segunda guerra mundial. O estudo, que foi lançado em agosto, descobriu que os sobreviventes do Holocausto e seus filhos tinham níveis de cortisol mais baixos do que as famílias judias que viviam fora da Europa durante a época da guerra.

O cortisol é um hormônio que ajuda os humanos a lidarem com o estresse. Baixos níveis de cortisol podem causar depressão, hipersensibilidade emocional, e ansiedade social.

Rachel Yehuda, pesquisadora chefe do experimento, encontrou resultados semelhantes quando ela estudou a prole de veteranos de combate e sobreviventes do ataque de 11 de setembro.

Seu estudo não afirma que todos os descendentes de sobreviventes de traumas irão experimentar trauma intergeracional, mas oferece novos insights sobre a condição humana.

Policial detêm um protestante do Falun Gong na Praça da Paz Celestial, em Pequim, em outubro de 2000. (AP Photo/Chien-min Chung)
Policial detêm um protestante do Falun Gong na Praça da Paz Celestial, em Pequim, em outubro de 2000 (AP Photo/Chien-min Chung)

O trauma intergeracional não é apenas transmitido através de ambientes socioculturais, mas também através do DNA. Qual será a pegada biológica de uma mãe judia que perdeu todos os seus filhos durante o Holocausto, mas continua a ter mais filhos no Brooklyn? Como a experiência de uma escrava sexual armênia impacta nas expressões do DNA de sua prole? E sobre a descendência de uma mulher vietnamita deformada pelo agente laranja; ou o filho de uma argentina que deu à luz na prisão durante a Guerra Suja?

O Epoch Times entrevistou esses descendentes. Muitos disseram que encontraram consolo no estudo, e que a evidência científica de que o trauma intergeracional pode ser transmitido biologicamente trará mais acesso ao tratamento.

Legitimando emoções e buscando ajuda

 Dalena Hoang, uma vietnamita americana, de 21 anos, com um piercing no nariz e um coque frouxo, disse que ela experimenta sintomas de trauma intergeracional.

“Eu tenho um monte de pensamentos negativos e raiva”, disse Hoang, que nasceu e cresceu no Bronx.

A mãe de Hoang foi deformada pelo Agente Laranja e seu pai era um soldado no exército sul-vietnamita que lutou no Khmer Vermelho.

Ela disse que sua mãe era uma mulher distante, que, muitas vezes olhava para o nada com uma expressão preocupada, enquanto seu pai raramente ficava em casa.

“Ele nunca pôde se sentar”, disse Hoang. “Eu acho que ele ainda está na guerra em sua cabeça.”

Hoang disse que o aprendizado sobre o aspecto biológico da transmissão do trauma ajudou ela a legitimar seus sentimentos.

Aqueles que experimentam o trauma intergeracional muitas vezes sentem que a sua dor não é digna de reconhecimento.

Nadine Murshid, professora assistente na Universidade de Buffalo, e estudiosa de genocídios e trauma, preocupa-se porque a maioria das pessoas que sofrem de trauma intergeracional não procura ajuda.

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“O trauma secundário é muitas vezes percebido como sendo menos grave do que experiências traumáticas ocorridas em primeira mão”, disse Murshid. “A nova pesquisa… é muito emocionante para o campo e tem enormes implicações para os cuidados com a saúde mental.”

Trauma intergeracional é um problema contínuo que Mekong, uma organização sem fins lucrativos que defende asiáticos em Nova York, enfrenta em sua comunidade.

O escritório da Mekong está localizado no Bronx, onde 10 mil refugiados cambojanos e vietnamitas residem.

Estima-se que de meio milhão a três milhões de cambojanos perderam suas vidas durante o genocídio cambojano, e os assassinatos em massa que ocorreram em todo o Vietnã durante a guerra vietnamita. Muitos dos refugiados do sul da Ásia vivem no Bronx e expressam sintomas de TEPT (transtorno de estresse pós-traumático), assim como seus filhos.

“Trauma intergeracional é o que nos guiou desde o início”, disse Chhaya Chhoum, diretora-executiva do Mekong.

“Nós nunca fomos capazes de provar este trauma até que alguém expôs este fato”, disse Chhoum, observando que sua comunidade necessita de cuidados de saúde mental mais preventiva que aborde o trauma intergeracional. “Este estudo é um recurso importante para nós.”

No entanto, encontrar tratamento para trauma intergeracional no Bronx (bairro de Nova York – nos  Estados Unidos) será difícil, pois a comunidade está à beira de perder os escassos recursos de saúde mental que possui.

Nos últimos 20 anos, o Montefiore Medical Center, também conhecido como University Hospital for Albert Einstein College of Medicine, tem oferecido um programa indochinês eficaz chamado Indochinese Mental Health Program, no Bronx. Este programa, que prestou serviços culturalmente sensíveis de saúde mental para a comunidade asiática, está prestes a ser encerrado devido a cortes no orçamento.

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“Este estudo é um divisor de águas para nós”, disse Chhoum. “Eu posso usá-lo para pedir o financiamento federal.”

O Rabino David Niederman, presidente da United Jewish Organizations of Williamsburg (União das Organizações Judaicas de Williamsburg), também pediu mais serviços de saúde mental para a sua comunidade.

Niederman nasceu após a segunda guerra mundial, em Williamsburg, Brooklyn. Três dos irmãos de Niederman foram mortos por nazistas na Alemanha. “Senti que havia uma diferença entre eu e os outros garotos do quarteirão”, disse ele.

Embora ele alegasse não sofrer de depressão, ele sabe de muitos judeus em sua comunidade que acreditam e esperam que o trauma intergeracional deva ser abordado em uma escala maior.

“É importante que os setores público e privado compreendam a necessidade deste serviço”, disse ele.

Impacto sobre várias gerações

Na aldeia de Ayintab, atual sudeste da Turquia, a avó de Anoush Ter Taulian foi sequestrada e vendida como escrava sexual durante o genocídio armênio.

A International Association of Genocide Scholars (Associação Internacional de Pesquisas em Genocídio) estima que o governo otomano matou 1,5 milhão de armênios, de 1915 a 1918. Os homens foram massacrados, enquanto os idosos, mulheres, crianças, e doentes foram forçados a fazerem marchas da morte através do deserto sírio. Muitas mulheres foram forçadas à escravidão sexual.

A avó de Ter Taulian sobreviveu, mas sua experiência traumática foi passada para mais de uma geração em sua família.

“O trauma não para nas crianças”, disse Ter Taulian. “Ele atinge os netos também.”

Ter Taulian disse que sempre tinha lutado contra o trauma intergeracional. Ela encontrou conforto em saber que foi cientificamente provado que o trauma pode ser transmitido através de expressões de DNA.

“Isso me dá consolo. Pois sinto que há sempre pessoas que dizem que você está imaginando isso”, disse ela. “Esse tipo de pesquisa é importante.”

Cuidar do trauma

Especialistas dizem que o trauma intergeracional não é necessariamente difícil de tratar. Às vezes, ele simplesmente requer mais consciência dos profissionais de saúde mental e das pessoas que apresentam seus sintomas.

Murshid disse que espera que este estudo leve mais ao que as pessoas no campo do trabalho social chamam de atendimento ao trauma-informado.

O tratamento ao trauma-informado significa que quando os assistentes sociais assumem os pacientes, eles precisam estar cientes de seu histórico de trauma, que pode incluir o trauma intergeracional.

A terapia comportamental para pais que sofreram traumas também pode ajudar a diminuir as chances de que seus filhos herdem o trauma, disse Murshid.

Mais bem preparados para a sobrevivência

Natalia Frias-Staheli, descendente de um sobrevivente da Guerra Suja, disse que vê um lado positivo na transmissão biológica do trauma.

Frias-Staheli, que atualmente é cientista e empresária em biotecnologia, nasceu numa prisão na Argentina. A mãe de Frias-Staheli estava grávida dela durante a Guerra Suja, na Argentina. De 1976 a 1983, 30 mil pessoas foram “desaparecidas” na Argentina.

“É bom que alguém tenha tido uma abordagem científica sobre isso”, disse Frias-Staheli, que tem um doutorado em ciências biológicas. “Tenho certeza de que mudanças moleculares estão acontecendo, e são por uma boa razão. Do ponto de vista evolutivo, faz total sentido.”

“Eu quero acreditar que minhas células são mais bem preparadas”, disse ela. “Se eu tiver que enfrentar esta situação novamente, meus filhos estarão mais bem preparados para sobreviverem.”

Histórias de trauma intergeracional

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Anoush Ter Taulian , neta de um sobrevivente do genocídio armênio , em Manhattan, Nova York nos Estados Unidos, em 20 de outubro de 2015 (Samira Bouaou / Epoch Times)

Anoush Ter Taulian ainda lembra do cheiro de pizza de cordeiro, pinhões, e das folhas de uva recheadas na casa de sua avó, em Orange County, Califórnia. Sua avó, uma sobrevivente do genocídio armênio, enfrentou sua dor cozinhando.

A avó de Ter Taulian, uma mulher grande, com longos cabelos ruivos, vive em um severo mundo de memórias violentas. Ela tinha sido uma escrava sexual durante o genocídio. Mas ela nunca falou de seu passado. Ninguém na sua família fez. Por muitos anos, a raiva que permeava sua família foi inexplicável.

Mas foi na década de 1980, quando Ter Taulian passou a frequentar a faculdade na Universidade da Califórnia – Berkeley, que ela primeiro ouviu falar sobre o Genocídio Armênio. Desde então, ela iniciou sua jornada para compreender sua história e a si mesma.

Ter Taulian começou indo nas casas dos idosos para conhecer outros sobreviventes armênios, persuadindo-os a falarem. Ela ouviu de suas próprias bocas que turcos e curdos chegaram e atacaram as pessoas com machados. Houve pessoas mortas por todo lado. Até mesmo mortos pendurados em árvores e empilhados nas estradas. Muitos idosos armênios disseram a ela que eles sobreviveram escondendo-se sob cadáveres.

Uma mulher idosa que sobreviveu a uma marcha da morte, sem comida ou água, lembra de uma conversa com seu filho: “Se eu morrer, eu só quero que você me coma.”

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Natalia Frias é filha de uma sobrevivente da Guerra Suja. Manhattan , Nova Iorque nos Estados Unidos , em 31 de outubro de 2015 ( Samira Bouaou / Epoch Times)

Para Ter Taulian, o fato do governo turco negar o Genocídio Armênio gerou mais sofrimento.

Embora a International Association of Genocide Scholars estime que o governo otomano matou 1,5 milhão de armênios no período de 1915 a 1918, o governo turco nega as mortes como sendo um massacre, e não considera o genocídio.

Ter Taulian tem dedicado sua vida à produção de arte, programas de rádio e palestras em escolas e igrejas sobre o genocídio armênio.

Ela até mesmo viajou para a Europa para lutar por armênios na guerra de libertação Artsakh, um conflito entre a Armênia e o Azerbaijão.

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Aos 66 anos, Ter Taulian ainda está à procura de entender a si mesma. Embora ela experimente TEPT de suas experiências sobre o campo de batalha, ela disse que sentiu sintomas de trauma intergeracional antes da guerra. Ela sentiu-se consolada ao saber sobre a evidência científica do trauma intergeracional. “É bom que eles estejam investigando isto nesse nível”, disse ela.

“No meu DNA, eu tenho essa força e eu tenho essa dor”, disse ela. “Eu posso ser emocionalmente retraída. Eu acho que é porque para a minha avó sobreviver, ela não poderia ter seus sentimentos completos”.

Pensando na atual guerra na Síria, Ter Taulian disse que seria pertinente que as sociedades começassem a entender como curar o trauma direto e o intergeracional.

“Sabíamos sobre o problema do trauma intergeracional. Mas o que poderíamos fazer sobre isso?”, disse ela. “Agora nós podemos fazer alguma coisa.”

Natalia Frias-Staheli

Natalia Frias
A filha de um sobrevivente Guerra Suja , Natalia Frias – Staheli , em Manhattan , Nova Iorque , em 31 de outubro de 2015 (Samira Bouaou / Epoch Times)

Frias-Staheli lembra de uma infância preenchida com passeios de bicicleta e escaladas na montanha, em uma cidade ao ar livre, na Suécia. No entanto, ela nasceu em uma prisão argentina.

Sua mãe estava grávida durante a Guerra Suja, período de terrorismo de Estado na Argentina, que durou de 1976 a 1983. Seu pai estava entre as 30 mil pessoas que foram mortas durante a ditadura militar.

Quando sua mãe foi libertada da prisão, quatro anos depois de seu nascimento, eles se mudaram para a Suécia, onde receberam o estatuto de refugiados.

O resto de sua vida se desenrolou de forma segura. Frias-Staheli obteve um doutorado em microbiologia e tornou-se uma cientista. Ela se casou com um colega cientista e tem dois filhos.

Apesar da experiência angustiante de sua mãe durante a Guerra Suja, Frias-Staheli disse que ela nunca experimentou a depressão ou a dificuldade em lidar com o estresse.

Nem todos os filhos de pais traumatizados experimentam sintomas de trauma intergeracional.

“A ideia da pesquisa é mostrar que pode haver uma razão pela qual algumas pessoas se sintam mais vulneráveis ​​a sintomas de depressão e ansiedade”, disse Rachel Yehuda,  pesquisadora-chefe do estudo do trauma intergeracional. “Mas eu não acho que as pessoas precisem de tratamento se não manifestarem os sintomas. Só porque você é um filho de um sobrevivente do trauma, isso não significa que você vai se sentir assim.”

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Embora Frias-Staheli não apresente os sintomas do trauma, ela ainda está investigando o assunto.

Nos últimos 10 anos, ela tem estado ativamente à procura do seu meio-irmão. Quando seu pai foi morto, sua namorada estava grávida. Embora sua namorada estivesse desaparecida, Frias-Staheli acredita que a criança tenha sobrevivido.

A ditadura argentina fez com que muitas mulheres grávidas tivessem seus bebês antes de serem assassinadas. As crianças foram, então, dadas aos membros associados com o regime e outros conservadores.

Avós da Plaza de Mayo, uma organização que cuida de crianças adotadas ilegalmente durante a Guerra Suja, coletou o DNA de crianças nascidas entre os anos de 1978 a 1983 para tentar combiná-los com os de suas famílias de nascimento.

“Eu não sei se eu tenho uma irmã ou um irmão”, disse Frias-Staheli, cuja família tem dado amostras de sangue para as Avós da Plaza de Mayo, na esperança de encontrar seu parente perdido. “Mas só me conformarei quando encontrá-lo(a). Todo mundo merece saber sua origem. ”

Rabino David Niederman

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Rabino David Niederman , presidente das Organizações Judaicas de Williamsburg, no Brooklyn , Nova York, Estados Unidos, em 27 de outubro de 2015 (Samira Bouaou / Epoch Times)

Durante a infância do rabino David Niederman, em Williamsburg, Brooklyn, ele achava os cachorros-quentes algo sublime.

“Comprar um cachorro-quente … era uma verdadeira satisfação, naquela época”, disse ele.

Seus pais eram alfaiates que imigraram para Nova York após a segunda guerra mundial. Embora tenha nascido e sido criado no Brooklyn, ele sentiu que era diferente das outras crianças em seu bairro.

Três dos irmãos de Niederman foram mortos durante o Holocausto.

Ele se lembra de sua mãe acendendo velas e chorando em alguns aniversários, mas seus pais nunca falaram do passado.

“Aquela era uma ferida que eles não queriam deixar aberta”, disse ele. “Eles sempre tentaram parecer felizes para mim. Ainda assim, eu cresci com medo. ”

“Este estudo é importante porque passa uma mensagem moral para as pessoas”, disse Niederman. “Quando as pessoas matam, independentemente de credo ou religião, elas não apenas punem as pessoas, mas também suas gerações futuras.”

Dalena Hoang

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A mãe de Delena Hoang foi desfigurada pelo Agente Laranja e seu pai foi um soldado no exército sul-vietnamita que lutou o Khmer Rouge (Samira Bouaou / Epoch Times)

Na casa da infância de Dalena Hoang, no Bronx, sua geladeira estava sempre à beira de estragar.

“Minha mãe comprava alimentos constantemente. A geladeira ficava totalmente cheia. Mas ela ainda sim comprava mais alimentos”, disse Hoang. “Ela temia não ter o suficiente.”

A mãe de Hoang foi deformada pelo Agente Laranja, no Vietnã. Com a memória do conflito e da pobreza ainda fresca em sua mente, ela muitas vezes olha para o nada com uma expressão preocupada.

“As pessoas dizem que eu sou exatamente como minha mãe”, disse Hoang. “Eu tenho problemas em lidar com situações estressantes. Meu coração bate rápido. É como um transtorno de ansiedade. É difícil para mim me conectar com as pessoas.”

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“Eu me preocupo com minha situação”, disse ela. “Como não passar isso para a próxima geração?”

Em seu tempo livre, Hoang reúne-se com outros jovens do sudeste asiático em um escritório, no porão de um edifício residencial, no Bronx. É o escritório da Mekong, uma organização sem fins lucrativos que defende jovens do sudeste asiático, em Nova York.

Na Mekong, os jovens do sudeste asiático se reúnem para se organizarem e aprenderem sobre suas histórias. Eles discutem tópicos que variam desde a história da Guerra Civil do Camboja, à deportação de refugiados do sul da Ásia aos Estados Unidos. Suas conversas muitas vezes eram sobre cura e trauma intergeracional.

“Trauma intergeracional é o que nos guiou desde o início”, disse o fundador do Mekong, Chhaya Chhoum, que viveu os primeiros sete anos de sua vida em um campo de refugiados no Camboja. “Não reconhecê-lo, seria um enorme passo em falso.”

 
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