‘Estudos do tratamento precoce de Covid-19 foram fraudados na medicina acadêmica’, diz Dr. Peter McCullough

Por Brehnno Galgane, Terça Livre

Dr. Peter McCullough, clínico, cardiologista, epidemiologista e professor do Baylor University Medical Center, em Dallas, Texas, explicou durante uma audiência pública em novembro de 2020 no Senado americano que o tratamento com hidroxicloroquina para a Covid-19 foi ignorado, banido e até mesmo fraudado na medicina acadêmica.

“Esta não é apenas uma culpa e prevaricação do governo com relação à hidroxicloroquina. Isso é fraude acadêmica”, apontou o professor de medicina.

“Havia dois papéis fraudulentos, um no Ring Journal Medicine e um na Lancet, publicado por pessoas interessadas em fazer mal ao mundo com respeito a um tratamento benéfico em hidroxicloroquina de forma inédita”, disse.

O médico epidemiologista faz referência a dois grandes estudos que lançaram dúvidas sobre o uso da hidroxicloroquina para tratar pacientes infectados pelo vírus chinês, ambos, porém, foram fraudados e tiveram suas publicações excluídas e retratadas.

Os artigos apresentavam três dos mesmos autores, Mandeep Mehra, Amit Patel e Sapan Desai, e foram baseados em dados fornecidos pela empresa do Dr. Desai, Surgisphere.

A Surgisphere, por sua vez, disse que coletou informações de pacientes não identificados de hospitais que foram usadas nos estudos.

O Wall Street Journal chegou a entrar em contato com mais de uma dúzia de grandes hospitais dos EUA, incluindo alguns que tratavam um grande número de pacientes com Covid-19, no entanto, todos os hospitais disseram que não tinham acordo algum para compartilhar dados de pacientes com a Surgisphere.

“Estes dois estudos, que foram retirados após duas semanas de publicados, período em que puderam assustar o público em todo o mundo, público médico. Desde aquela época, ocorreram dezenas de fraudes. Os dois estudos foram retirados e o ‘New England Journal Medicine Lancet’ reconheceu serem papéis fraudados. Eram papéis para assustar pessoas sobre a hidroxicloroquina”, apontou o Dr. McCullough.

“Desde aquela época, tem havido dezenas de táticas de amedrontamento em acadêmicos”, afirmou.

“São pessoas da minha área de medicina acadêmica que estão comprometidas com a fraude acadêmica. Eu revi um artigo. Sou cardiologista. Eu revi um artigo que entrou na literatura médica demonstrando que a hidroxicloroquina causa um ataque cardíaco, que a hidroxicloroquina causa uma cicatriz gigante no coração. E posso te dizer, estou em Baylor, em Dallas, temos o programa de patologia cardíaca mais reconhecido do mundo. Nosso examinador sênior segurou em suas mãos mais corações humanos do que qualquer um na história da humanidade. Posso te dizer em primeira mão: a hidroxicloroquina em ação não causa cicatriz gigante no coração. Então, a medicina acadêmica está cometendo uma fraude, está cometendo um crime contra a humanidade”, alertou o médico cardiologista.

“Estou extremamente preocupado com a contribuição acadêmica com táticas para assustar o mundo”, acrescentou.

“Para haver eficácia no tratamento precoce, segundo McCullough, é necessário usar um coquetel de medicamentos, e não um só remédio.

“Dizer que uma droga única – hidroxicloroquina, ivermectina, remdesevir –, que uma droga (trata a doença)… é um erro intelectual gigante. Desde o início, deveríamos ter usado vários medicamentos. A verdade é que, quando usamos vários medicamentos combinados, podemos reduzir drasticamente o risco de hospitalização e morte. Mas a chave são vários medicamentos”, defendeu o pesquisador em uma entrevista à Gazeta do Povo.

“A hidroxicloroquina, em combinação com outros medicamentos, é segura e eficaz e reduz a hospitalização e a morte. E os americanos deveriam ter sido tratados. Muitos mais americanos poderiam ter evitado a hospitalização se tivessem participado de programas com vários medicamentos”, concluiu o Dr. Peter McCullough, durante uma entrevista à Fox News.

McCullough tem mais de 89 mil citações em publicações acadêmicas segundo o Google Scholar, o que ajuda a inseri-lo no grupo dos poucos milhares de cientistas do mundo com pontuação maior do que 100 no chamado Índice h, uma métrica para medir o impacto científico de pesquisadores e publicações.

Entre para nosso canal do Telegram.

Veja também:

 
Matérias Relacionadas