Depois da grande recepção popular ao presidente, PCdoB quer investigar Bolsonaro por visita ao Maranhão

Por Bruna Lima, Terça Livre

Após visita do presidente Jair Bolsonaro ao Maranhão, o presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), deputado federal licenciado Márcio Jerry, declarou em suas redes sociais que irá acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e também a Procuradoria Regional Eleitoral contra o chefe do executivo.

Segundo Jerry, Bolsonaro supostamente realizou propaganda eleitoral antecipada com dinheiro público e atacou adversários durante sua visita ao estado.

O presidente da República visitou o Maranhão para também participar da entrega de títulos 17.084 de propriedade rural para maranhenses da região de Açailândia, município localizado a 526 km de São Luís.

Durante seu discurso, Bolsonaro criticou o comunismo, bem como o governador do estado, Flávio Dino (PCdoB), o que aparentemente irritou a cúpula do partido.

“Bolsonaro fez hoje, em Açailândia, nova propaganda eleitoral negativa antecipada. Usando dinheiro público para campanha eleitoral antecipada, o que é absolutamente ilegal. Farei em nome do PCdoB Maranhão representação contra ele à Procuradoria Regional Eleitoral”, afirmou Jerry, que atualmente comanda a Secretaria das Cidades e do Desenvolvimento Urbano no governo estadual.

Além dos possíveis processos contra o presidente, Jair Bolsonaro também foi autuado pela Secretaria de Saúde do Maranhão por quebrar um dos decretos do governo comunista.

“Tem muito gente me perguntando sobre isso e sim, é verdade. O presidente foi autuado e irá responder processo administrativo sanitário. Terá 15 dias para se defender e, após isso, haverá decisão da Vigilância estadual”, disse Carlos Eduardo Lula, secretário de Saúde do Estado do Maranhão.

Em sua chegada a Açailândia, Bolsonaro recebeu o apoio de centenas de cidadãos que, durante o discurso do presidente, responderam às críticas ao governador com gritos de “Fora, Flávio Dino.”

Em setembro do ano passado, o governador do Maranhão declarou que o estado não iria fiscalizar “aglomerações em eventos políticos”, conforme o G1 noticiou.

 
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