Dente-de-leão contra COVID-19 e outras doenças

A humilde planta está atraindo interesses de pesquisa por seus múltiplos benefícios medicinais

Por Kristen Fischer 

O dente-de-leão pode parecer uma problemática erva daninha, mas os pesquisadores estão estudando-o como um tratamento para uma variedade de doenças e enfermidades, e agora isso inclui a avaliação de seus efeitos perante o vírus que causa a COVID-19.

Um estudo publicado na última primavera na revista Pharmaceuticals explorou como a planta interagia com variantes do vírus SARS-CoV-2.

No entanto, eles não testaram isso em humanos, apenas in vitro (em um tubo de ensaio).

Mas eles acreditam que os resultados positivos devem “encorajar” mais pesquisas sobre a relevância e a praticidade do extrato de dente-de-leão como uma estratégia preventiva.

Estudo do dente-de-leão no combate à COVID-19

As variantes continham numerosas mutações no local de reconhecimento do receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2) da proteína espicular do vírus em comparação com o vírus original. A proteína espicular do vírus é o que permite que ele se ligue à ACE2, uma proteína das células humanas.

Uma equipe analisou se o dente-de-leão comum (o nome científico é Taraxacum officinale) poderia bloquear a interação da proteína espicular do vírus com o receptor humano ACE2. Eles descobriram que isso acontecia em várias mutações, incluindo a variante Delta. Não foi testado na variante Ômicron.

A pesquisa mostrou que interromper a interação entre a subunidade S1 da espícula e ACE2 pode apresentar uma alternativa terápica e de prevenção. A subunidade S1 é um dos dois tipos de proteínas do vírus; o outro é S2.

O potencial do dente-de-leão 

Siyaram Pandey, professor de Bioquímica da Universidade de Windsor, que investigou os efeitos anticancerígenos do extrato de raiz de dente-de-leão, afirmou ao Epoch Times que existem compostos no dente-de-leão que podem ter benefícios para a saúde.

“Extratos de raiz de dente-de-leão têm muitos compostos naturais que podem ter atividades antivirais específicas”, relatou Pandey.

No mundo da fitoterapia e dos tratamentos preventivos, o dente-de-leão não é uma erva daninha. Muitas pessoas comem folhas de dente-de-leão cru, embora também possam ser cozidas. Existem vários produtos de extrato de dente de leão no mercado. As pessoas também consomem a planta preparando-a como um chá de dente-de-leão.

A planta tem sido usada para tratar de tudo, desde acne até câncer, assim como problemas digestivos e doenças hepáticas. Mais recentemente, a pesquisa examinou suas propriedades anti-inflamatórias. Foi estudado em relação à influenza, diabetes e HIV.

O dente-de-leão contém vitaminas A, C e K e também inclui ácido fólico e algumas vitaminas B. Também contém ferro, cálcio, magnésio e potássio. A planta também contém antioxidantes beta-carotenos e polifenóis.

O que vem a seguir para o dente-de-leão?

Muitas das pesquisas com dentes-de-leão foram feitas em animais ou em laboratórios, então não há muitos dados que confirmem os benefícios para os humanos.

Pandey observou que ele não é um especialista em ACE ou nos efeitos antivirais do extrato natural e não é um profissional médico, então não foi capaz de fornecer sugestões para ingestão humana ou se as pessoas deveriam tomar isso como uma forma possível de prevenir a contração da COVID- 19.

“A pesquisa é empolgante, mas mais trabalho precisa ser feito”, declarou Pandey.

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