Deficiência de vitamina D está ligada a COVID-19 grave e mortal, afirma estudo

Pacientes com deficiência de vitamina D tinham 14 vezes mais chances de ter um caso grave ou crítico da COVID-19, afirmam pesquisadores

Por Mimi Nguyen Ly 

Pessoas com deficiência de vitamina D possuem 14 vezes mais chances de ter COVID-19 e morrer da doença, de acordo com pesquisa de cientistas em Israel.

O estudo revisado por pares, publicado na revista PLoS ONE, analisou os níveis de vitamina D antes de uma pessoa contrair a COVID-19 e a gravidade e mortalidade da doença.

O estudo mais recente está entre os primeiros a analisar os níveis de vitamina D antes de uma pessoa contrair o vírus. Os pesquisadores afirmam que isso fornece uma avaliação mais precisa do que ao medir os níveis de vitamina D quando a pessoa já está hospitalizada pela COVID-19, quando os níveis podem ser mais baixos devido à doença.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina Azrieli da Universidade Bar-Ilan e do Centro Médico Galilee descobriram que pacientes com deficiência de vitamina D (menos de 20 ng/mL) tinham 14 vezes mais chances de ter um caso grave ou crítico da COVID-19, em comparação com aqueles com níveis de vitamina D acima de 40 ng/mL.

Amiel Dror, o pesquisador principal do estudo, afirmou que os resultados do estudo sugerem que é “aconselhável manter níveis normais de vitamina D”.

“Isso será benéfico para aqueles que contraírem o vírus”, afirmou ele em comunicado. “Há um consenso claro para a suplementação regular de vitamina D, conforme recomendado pelas autoridades de saúde locais, bem como pelas organizações globais de saúde”.

O estudo também descobriu que um status mais baixo de vitamina D era mais comum em pacientes com casos graves ou críticos da COVID-19, em comparação com aqueles com a COVID-19 leve ou moderada.

Os pesquisadores realizaram um estudo retrospectivo, analisando registros de 1.176 pacientes, 253 dos quais tinham registros de um nível de 25(OH)D antes de serem infectados pelo vírus do PCC (Partido Comunista Chinês), também conhecido como o novo coronavírus.

As pessoas incluídas no estudo tinham 18 anos ou mais e tiveram a COVID-19 confirmada por PCR entre 7 de abril de 2020 e 4 de fevereiro de 2021 – durante as duas primeiras ondas do vírus em Israel, antes do surgimento da altamente contagiosa mas geralmente muito menos grave, variante Ômicron.

Os cientistas observaram que a mortalidade entre os pacientes com níveis suficientes de vitamina D foi de 2,3%, em comparação com 25,6% naqueles que estavam no grupo com deficiência de vitamina D.

Os dados foram ajustados para idade, sexo, estação (verão/inverno) e doenças crônicas, dos quais os pesquisadores “encontraram resultados semelhantes em toda a linha, destacando que o baixo nível de vitamina D contribui significativamente para a gravidade e mortalidade da doença”, de acordo com um comunicado à imprensa da Universidade Bar-Ilan.

Michael Edelstein, coautor do estudo, afirmou que as descobertas contribuem para um crescente corpo de evidências que sugerem que a deficiência de vitamina D é um fator de risco preditivo associado a um pior curso e mortalidade pela doença da COVID-19.

“Ainda não está claro por que certos indivíduos sofrem consequências graves da infecção pela COVID-19, enquanto outros não”, relatou ele. “Nossa descoberta adiciona uma nova dimensão para resolver esse quebra-cabeça”.

Amir Bashkin, endocrinologista que participou do estudo, afirma que manter níveis normais de vitamina D “tem um benefício adicional para a resposta imune adequada a doenças respiratórias”.

A vitamina D também contribui para a saúde dos ossos, do coração e do cérebro. Estudos sugerem que baixos níveis de vitamina D estão associados a doenças autoimunes e inflamatórias, doenças cardiovasculares, doenças infecciosas, bem como diabetes e câncer.

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