Crítica: ‘Ted’

Primeiro filme de Seth MacFarlane vai fazer você se sentir culpado por rir de algumas das piadas fora do tom, e talvez, apenas talvez, até derramar uma lágrima ou duas.

O filme, narrado pelo lendário Patrick Stewart (‘Star Trek’, ‘X-Men’), começa inocentemente com um menino de oito anos de idade, John Bennett, recebendo seu um brinquedo, um urso de pelúcia de Natal. Uma noite, ele deseja que seu urso ganhe vida para que possam ser melhores amigos para sempre.

Magicamente, na manhã seguinte, ele descobre que seu urso Ted (dublado por MacFarlane) está consciente. O resto, como dizem, é história. Neste caso, é uma montagem de fotos dos melhores amigos de equitação, carrinhos de corrida, apertando suas espinhas juntos, e de pé na fila do filme ‘Star Wars’ filme vestidos com trajes. (Ted parece adorável vestido como Yoda).

Aos 27 anos, na atual Boston, John agora adulto, vive com sua namorada Lori (Mila Kunis) e Ted no apartamento de Lori. John é um empregado que aluga carros, que está preso em um estado permanente de adolescência, como resultado de sua companhia com seu amigo de infância de pelúcia.

Lori, por sua vez, torna-se cada vez mais irritada com a má influência de Ted em John e obriga-o a mandar o urso embora.

Alguns dos momentos mais engraçados acontecem quando Ted consegue um emprego e uma namorada humana. Uma coisa assustadoramente contrastante e cômica é o rabugento personagem, irreverente, na forma de um fofinho ursinho felpudo.

MacFarlane e seus colegas escritores embalam uma quantia obscena de piadas por toda parte, sem ficar no caminho da história principal, de um cara lutando para crescer e ter que escolher entre seus companheiros mais próximos.

A animação de computação gráfica (CG) foi uma das melhores que eu vi, a ponto de você quase esquecer que Ted não está realmente vivo. Na verdade, de acordo com as notas de produção, uma das razões pelas quais MacFarlane esperaram tanto tempo para fazer este filme foi porque ele estava esperando a tecnologia CG para melhorar com está agora.

Não só MacFarlane é a voz de Ted, e o diretor, como também usava um terno de captura de movimento para realizar o diálogo de Ted e seus movimentos, permitindo, em última análise, que Ted se misturasse perfeitamente com os outros personagens.

Mark Wahlberg prova que pode fazer comédia tão bem (se não melhor) do que seus papéis mais sérios. Seu comportamento inexpressivo e um pouco atordoado, ainda doce, é um antídoto perfeito para o personagem de Ted.

Mila Kunis interpreta Lori perfeitamente. Ela é linda, divertida, doce e paciente. Mesmo quando ela exige que John mande Ted embora, o público é empático e não a vê como a vilã.

Completando o elenco, Patrick Warburton e Alex Borstein, são o chefe de Lori, egocêntrico, e a jovem mãe de John, respectivamente. Giovanni Ribisi também empresta seu talento a este projeto, interpretando um arrepiante perseguidor do urso Ted. E, há algumas surpresas que não vou revelar, pois você só poderá ver nos cinemas.

Diretor: Seth MacFarlane
Elenco: Mark Wahlberg, Mila Kunis, Seth MacFarlane
Tempo de duração: 106 minutos
Avaliação: Regular, pois o conteúdo contém violência e sexualidade, linguagem penetrante e uso de drogas

Nota: 3,5/5

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