Coreia do Norte envia trabalhadores à China, violando sanções impostas pela ONU

Restrições comerciais entre China e Coreia do Norte parecem ter diminuído

Por Sunny Chao, Epoch Times

A Coreia do Norte começou nos últimos dias a enviar trabalhadores para a China, violando as sanções impostas pelas Nações Unidas (ONU) contra o regime.

Sanções foram aplicadas devido aos contínuos testes de armas nucleares da Coreia. Além disso, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução n º 2.375 em setembro passado, que prevê que os membros da ONU não podem conceder novas permissões de trabalho para os trabalhadores norte-coreanos.

Vários meses depois, em dezembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas adotou a Resolução n º 2.397, que obriga os membros das ONU a repatriar todos os trabalhadores norte-coreanos no prazo máximo de 24 meses. O regime de Pequim emitiu uma ordem para repatriar trabalhadores norte-coreanos no final do ano passado.

No entanto, depois que o líder norte-coreano Kim Jong-un visitou a China no fim de março, a mídia informou que dezenas de trabalhadores norte-coreanos foram enviados para o outro lado da fronteira com a China.

Citando informações do governo sul-coreano, o jornal da Coreia do Sul Dong-a Ilbo noticiou em 3 de abril que as empresas chinesas na cidade de Dandong, fronteira com a Coreia do Norte, e de outras cidades fronteiriças, deixaram de repatriar trabalhadores norte-coreanos.

O governo da Coreia do Sul descobriu que havia cerca de 20 a 30 caminhões viajando entre Dandong e a Coreia do Norte todos os dias no início de 2018. Mas esse número aumentou para 50 em março. O número de caminhões que viajam entre a fronteira é um dos principais indicadores da frequência do comércio entre a China e a Coreia do Norte. Antes das sanções da ONU contra a Coreia do Norte em setembro passado, o número havia chegado a mais de 100 caminhões por dia.

Motorista inspeciona caminhão ao passar pela Ponte da Amizade vindo da cidade coreana de Sinuiju em direção à cidade fronteiriça chinesa de Dandong na província de Liaoning, no nordeste da China, em 9 de janeiro de 2018 (Chandan Khanna/AFP/Getty Images)
Motorista inspeciona caminhão ao passar pela Ponte da Amizade vindo da cidade coreana de Sinuiju em direção à cidade fronteiriça chinesa de Dandong na província de Liaoning, no nordeste da China, em 9 de janeiro de 2018 (Chandan Khanna/AFP/Getty Images)

Mencionando um empresário norte-coreano que agora trabalha em Dandong, o jornal japonês Sankei Shimbun divulgou em 4 de abril que, depois de Kim Jong ter visitado a China, empresários norte-coreanos passaram a viajar com tanta frequência para Dandong que nem sequer tinham tempo para descansar.

Uma minoria étnica coreana da Prefeitura Autônoma Coreana de Yanbian, na província de Jilin, no nordeste da China, comentou à rádio Ásia Livre (RFA, na sigla em inglês) que mais de 400 trabalhadoras norte-coreanas foram enviadas à cidade de Helong, em Yanbian, em 2 de abril. “A recente visita de Kim Jong-un à China parece ter dado origem a algumas vantagens”, disse ele, sugerindo que as restrições comerciais entre a China e a Coreia do Norte podem ter diminuído desde então.

 
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