Como escolher a dieta ideal?

Basta chegar o verão para surgirem as mais diversas dicas sobre dietas que prometem perda rápida de peso e a conquista das formas desejadas. Em meio a tantas, como escolher a dieta mais adequada? Fazer mudanças bruscas na alimentação, como jejum ou dietas restritivas, pode trazer problemas para a saúde. E para evitar que isto aconteça, o primeiro passo, após definir o objetivo da dieta, é buscar orientação de um especialista para elaborar um plano alimentar individualizado e apropriado ao estilo de vida.

Segundo a nutricionista consultora da farmácia online Netfarma (www.netfarma.com.br), Dra. Karin Honorato, é importante que a dieta seja encarada como reeducação alimentar e mudança de hábitos. A especialista explica que a dieta não tem de ser sacrificante, e que é, sim, possível fazer uma dieta saudável, obter bons resultados e se alimentar bem, sem ter de parar de comer o que gosta. “Fazer dieta não significa comer apenas salada, frango grelhado ou alimentos integrais. Há dietas que trazem diversas opções para não repetir os mesmos alimentos, e também outras que incluem alimentos considerados gordurosos, mas que na verdade são benéficos à saúde, e quando consumidos da forma correta, ajudam a atingir o objetivo”, ela diz.

Confira abaixo quatro tipos de dieta, e o comentário da especialista consultora da Netfarma sobre quem pode fazê-las.

Dieta das proteínas

Existem diversos tipos de dietas das proteínas, como a Dukan. Elas  restringem parcial ou completamente a ingestão de carboidratos, e priorizam o consumo de proteínas e gorduras. “A restrição parcial ou total dos carboidratos ajuda a emagrecer depressa, mas é importante dosar a quantidade dos outros grupos de alimentos, em especial as gorduras, para não comprometer os rins”, alerta Dra. Karin Honorato. Por ser uma dieta muito restritiva, há extrema dificuldade de mantê-la e não são poucos os profissionais que evitam sua recomendação.

Dieta do tipo sanguíneo

Criada pelo médico americano Dr. Peter James D´Adamo, a dieta do tipo sanguíneo é dividida em três categorias. Pessoas de sangue tipo O seriam mais “carnívoras”, as de tipo A possuiriam maior tendência à alimentação vegetariana, as de tipo B seriam onívoros, e as de tipo AB se benficiariam da junção das duas últimas formas de alimentação. Esse plano alimentar ajudaria a identificar e inserir os alimentos que mais combinam com o organismo da pessoa, e assim prevenir e combater problemas inflamatórios que, geralmente, aumentam a retenção de líquidos e as gorduras localizadas, “mas esta dieta não tem pesquisas científicas para comprovar que isto seja válido para todas as pessoas e que tenha resultado , sem falar que mesmo tendo o mesmo tipo sanguíneo, as pessoas possuem individualidades diferentes” comenta a nutricionista da Netfarma.

Dieta mediterrânea

Criada com base nos hábitos alimentares dos povos das regiões banhadas pelo mar Mediterrâneo, está entre as dietas mais indicadas para quem deseja emagrecer de forma saudável. Essa dieta prioriza alimentos in natura e evita os industrializados, e com isso, já ajuda a eliminar uma série de aditivos químicos do organismo e a reduzir o sal e o açúcar, comuns nos cardápios brasileiros. É ainda considerada a dieta saudável para o coração. O plano alimentar desta dieta é composto, principalmente, por carnes brancas, frutas e vegetais e gorduras “do bem”.

Dieta detox

Há quem associe uma alimentação “detox” a dietas radicais, mas na verdade trata-se de uma técnica da nutrição funcional para ajudar o organismo a eliminar toxinas e outras substâncias prejudiciais para a saúde. A dieta detox evita ao máximo alimentos industrializados e com potencial alérgico, produtos refinados, laticínios gordurosos, glúten, corantes, café e álcool. “A detox é bastante recomendada não apenas para emagrecer, mas também para tratar sintomas como o  cansaço, mau funcionamento do intestino, retenção de líquidos, dores de cabeça, dentre outros”, comenta a Dra. Karin Honorato.

Recomendações da especialista

A nutricionista consultora da Netfarma faz uma ressalva para os intervalos entre as refeições. De acordo com a Dra. Honorato, o ideal é respeitar o intervalo de três horas entre uma refeição e outra, e evitar passar longos períodos sem se alimentar, pois além de diminuir o ritmo do metabolismo, o jejum prolongado predispõe o organismo às carências nutricionais. E é bom lembrar: antes de começar qualquer dieta, consulte um especialista e tenha sempre acompanhamento médico.

 
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