Cenário de 2013 é de inflação alta

Carteira com pouco dinheiro (Ticiane Rossi/The Epoch Times)
Carteira (Ticiane Rossi/The Epoch Times)

A inflação já está aumentando. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do Brasil divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (23), acelerou de 0,69% em dezembro para 0,88% em janeiro.

Em 12 meses a alta é de 6,02%, também acima dos 12 meses imediatamente anteriores (5,78%). Os principais responsáveis pela aceleração do IPCA-15 foram o setor de despesas pessoais, alimentação e bebidas. Juntos responderam por 61% do índice.

Os especialistas continuam achando que tolerar inflação mais alta para garantir crescimento econômico mais robusto será um erro monumental.

O controle da inflação exige a combinação de disciplina fiscal e monetária. Mas os economistas nos ensinam que isso não é suficiente. As expectativas dos agentes econômicos também desempenham papel fundamental na tarefa de controlar a inflação. A explicação é simples.

Os empresários, quando fixam preços, e os trabalhadores, quando reivindicam aumentos salariais, levam em conta suas expectativas quanto à inflação futura. Se perceberem que a política econômica é tolerante à alta de preços, vão calibrar para cima preços e salários, o que alimentará a inflação e, ao mesmo tempo, elevará os custos para combatê-la no futuro.

O que mais preocupa é a perna monetária do arranjo anti-inflacionário, especialmente no que diz respeito às expectativas. As declarações de algumas autoridades nos levam a pensar que o governo estaria disposto a tolerar uma inflação um pouco mais alta para garantir crescimento econômico mais robusto.

Esse é um erro monumental. Especialmente no Brasil, cuja economia, em passado relativamente recente, foi corroída por anos de inflação desenfreada. São apenas efêmeros os efeitos positivos que o relaxamento do combate à inflação pode produzir sobre a economia.

Duradouro mesmo é o efeito corrosivo da inflação sobre a renda das pessoas, especialmente das mais pobres, que, normalmente, não têm instrumentos para se defender da alta dos preços nem meios para garantir que suas remunerações sejam reajustadas de acordo com a inflação passada.

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