Cachorros associam as palavras de maneira diferente dos humanos, diz estudo britânico

Cachorros categorizam palavras diferente dos humanos (Stephanie Lam/The Epoch Times)

Muitos cachorros conhecem os nomes dos seus brinquedos favoritos, mas eles associam essas palavras com objetos de maneira bem diferente dos humanos, segundo um novo estudo britânico.

Bebês humanos tendem a categorizar objetos por sua forma. Quando você ensina um bebê sobre o que é uma ‘bola’, ele também associará outros objetos similares à ‘bola’, mas não chamará objetos do mesmo tamanho ou com a mesma textura de ‘bola’.

Pesquisadores da Universidade de Lincoln queriam descobrir se cachorros também associam palavras com formas, então eles fizeram experimentos com a collie chamada Gable, que tinha experiência em aprender palavras.

Eles descobriram que o cachorro não utiliza a forma para identificar objetos. Por exemplo, se o cachorro aprendia uma palavra como ‘bola’ e então era pedido que pegasse uma bola em meio a outros objetos não familiares, ele escolheria objetos que não necessariamente tinham a forma de uma bola, mas cujo tamanho era similar ao de uma bola.

Então, após o cachorro se familiarizar com a palavra e o objeto, ele começou a associar a palavra com objetos de textura similar; no entanto, a forma não parecia importar.

“Enquanto a forma faz a diferença para nós, tamanho ou textura chamam mais a atenção para o cachorro”, disseram os autores do estudo na comitiva. “Esse estudo mostra, pela primeira vez, que existe uma diferença qualitativa na forma como um cachorro compreende palavras, em relação aos humanos.”

Os pesquisadores não usaram palavras típicas como ‘bola’ para testar Gable. Ao invés disso, eles utilizaram palavras inventadas para os brinquedos, como “dax”.

Eles também se certificaram que todos os objetos tivessem o mesmo cheiro para que Gable não utilizasse o olfato como direcionador.

A equipe concluiu que a maneira como cachorros percebem e pensam sobre objetos é muito diferente de como nós fazemos, embora mais pesquisas sejam necessárias para confirmar os resultados.

O estudo foi publicado no website PLOS ONE, dia 21 de novembro.

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