Bronzeamento artificial não evita danos da exposição ao sol, diz especialista

Muito se engana quem pensa que a radiação ultravioleta (UV) é encontrada apenas no sol. Um subtipo deste raio também é emitido, por exemplo, por máquinas de bronzeamento artificial.

Antes de mais nada, você conhece os tipos de raios ultravioleta? São três:

O UVA, que consegue passar barreiras da atmosfera como a camada de ozônio e possui capacidade para entrar profundamente na pele. Quando não se usa protetor solar, este raio é responsável pelas manchas, envelhecimento precoce e câncer de pele quando há exposição prolongada por anos.

Já os raios UVB atingem as camadas superficiais da pele porque são mais absorvidos pela camada de ozônio. São eles os responsáveis pelas queimaduras e vermelhidão, além de também estimularem o desenvolvimento de câncer de pele.

Os raios UVC são os mais bem filtrados pela camada de ozônio e, por isso, a maioria dos protetores solares refere bloqueio apenas à UVA e UVB.

Nas câmaras de bronzeamento artificial são emitidos raios ultravioleta. “Há quem pense que este tipo de bronzeamento evita os danos da exposição ao sol, mas isso não é verdade, já que há exposição ao mesmo raio que lesiona a pele quando exposta ao sol”, salienta a Dra. Patrícia Fagundes, que contraindica a técnica.

A melhor forma de proteção contra o envelhecimento precoce, queimaduras ou mesmo o câncer é o uso de protetor solar nos horários de maior intensidade de radiação, das 10h às 16h.

Esse conteúdo foi originalmente publicado no site do Hospital Nove de Julho

 
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