Boxeador cubano foge de sua delegação antes de luta no Equador

A imprensa estatal do regime cubano confirmou a fuga de Brown

Por Alicia Marquez 

O boxeador cubano e ex-campeão mundial juvenil Kevin Brown escapou de sua delegação esportiva antes de sua participação no Campeonato Continental de Boxe na cidade de Guayaquil, no Equador.

O boxeador de 67 kg teria deixado a delegação cubana na terça-feira durante uma escala no Panamá, a caminho do campeonato, informou o jornalista cubano Felix Anazco Ramos na quarta-feira em uma postagem no Facebook.

A imprensa estatal do regime cubano confirmou a fuga de Brown no dia seguinte.

“Cuba vai depender de seis homens após o abandono de Kevin Brown na chegada à sede”, disse o site estatal Jit, do Instituto Nacional de Esportes, Educação Física e Recreação (Inder).

O veículo descreveu a fuga do boxeador como um “ataque desleal ao compromisso assumido com a equipe”. O regime comunista cubano, atualmente liderado por Miguel Díaz-Canel, costuma classificar os atletas, profissionais e artistas do país que abandonam uma delegação cubana durante as competições ou as chamadas missões no exterior como “traidores da pátria”.

Brown fez parte da equipe nacional durante o campeonato mundial do ano passado em Belgrado, onde ficou a um passo de competir pela medalha de bronze.

Este último caso se soma a uma longa lista de desistências, que aumentou durante o ano passado.

Em fevereiro, a Comissão Nacional de Canoagem (CNC) anunciou que o cubano Fernando Dayán Jorge, medalhista de ouro olímpico em canoagem em Tóquio 2020, abandonou a delegação com a qual iria treinar no México.

E no início de março, o saltador em distância Lester Lescay Gay, campeão nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2018 na Argentina, abandonou a delegação de atletismo da ilha durante uma turnê pela Europa.

No mesmo mês, também foi anunciado que dois jogadores de beisebol cubanos deixaram a delegação da ilha para buscar melhores opções no exterior.

Um deles é o arremessador Leam Méndez, que assinou com o time do New York Yankees na República Dominicana, segundo o jornalista esportivo Francys Romero.

E o segundo, Maykol Valdivia Brown, que era capitão da seleção sub-15 e veio para a República Dominicana em busca de um time. O jogador de beisebol será listado, de acordo com o Nuevo Herald.

No ano passado, durante o Mundial Sub-23 do México, realizado no estado de Sonora, no norte do país, foram anunciadas uma dezena de deserções, tornando a competição o evento com o maior número de cubanos abandonando sua seleção desde 1996.

A mesma ditadura cubana admitiu em janeiro que o número de desertores é significativo, já que um total de 635 jogadores de beisebol deixaram o país nos últimos seis anos, apontando que o número inclui a saída por canais “legais ou ilegais”, segundo o jornal estatal “Trabalhadores”.

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