Bispos dos EUA desencorajam católicos de receber a vacina Johnson & Johnson

Por Brehnno Galgane, Terça Livre

A Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB), na última terça-feira (2), publicou uma nota orientando os católicos para evitar receber a vacina Johnson & Johnson, se houver alternativas disponíveis. A ação foi encoraja pela Conferência devido ao processo de desenvolvimento dessa vacina: linhas celulares derivadas de aborto.

No documento oficial, o bispo Kevin Rhoades, presidente do Comitê de Doutrina da conferência, e o arcebispo Joseph F. Naumann, presidente do Comitê de Atividades Pró-Vida da conferência, recomendaram que os católicos recebessem as vacinas de da Pfizer ou Moderna, em vez da Johnson & Johnson.

“A aprovação da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson, para uso nos Estados Unidos, novamente levanta questões sobre a permissibilidade moral do uso de vacinas desenvolvidas, testadas e/ou produzidas com a ajuda de linhagens celulares derivadas do aborto”, escreveram os Bispos em sua declaração.

“As vacinas da Pfizer e Moderna levantaram preocupações porque uma linha celular derivada do aborto foi usada para testá-las, mas não em sua produção. A vacina Johnson & Johnson, no entanto, foi desenvolvida, testada e produzida com linhagens celulares derivadas do aborto, levantando questões morais adicionais”, esclareceram os Bispos.

O Bispo Rhoades e o Arcebispo Naumann disseram que enquanto as vacinas de Covid-19 “eticamente irrepreensíveis” não estão disponíveis, é moralmente aceitável que os católicos recebam vacinas que usaram linhagens celulares de fetos abortados em seu processo de pesquisa e produção.

No entanto, os Bispos exortaram os católicos a tentar escolher as vacinas com o mínimo de conexão com as linhagens de células derivadas do aborto, quando possível.

“Portanto, se alguém tem a capacidade de escolher uma vacina, as vacinas da Pfizer ou da Moderna devem ser escolhidas em vez das da Johnson & Johnson”, finalizou os bispos.

Por fim, as autoridades da Igreja alertaram que se deve “continuar a insistir para que as empresas farmacêuticas parem de usar linhagens de células derivadas do aborto”, declaram os Bispos.

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