Biden libera 50 milhões de barris de petróleo da reserva estratégica na tentativa de reduzir preços

'Consumidores americanos estão sentindo o impacto dos preços elevados do gás e nas contas de aquecimento doméstico', afirma Casa Branca

Por Tom Ozimek

O Presidente Joe Biden, no dia 23 de novembro, encomendou 50 milhões de barris de petróleo liberados da reserva estratégica de petróleo do país (SPR) para ajudar a resfriar os crescentes custos de energia e aliviar a alta no preço da gasolina.

“Os consumidores americanos estão sentindo o impacto dos preços elevados da gasolina e nas contas de aquecimento doméstico, e as empresas americanas também estão, porque o fornecimento de petróleo não acompanhou a demanda enquanto a economia global emerge da pandemia”, declarou a Casa Branca em um comunicado no dia 23 de novembro.

Os preços do petróleo bruto subiram para uma máxima de sete anos, com a demanda global registrando uma forte recuperação das baixas advindas da pandemia. Os republicanos têm culpado as políticas de Biden por contribuírem para o aumento dos preços, incluindo proibir o projeto do oleoduto Keystone XL e congelar novos arrendamentos de perfuração de petróleo e gás em terras federais.

Insistindo que Biden “está usando todas as ferramentas disponíveis para trabalhar a redução dos preços e resolver a falta de oferta” de petróleo, a Casa Branca afirmou que o Departamento de Energia dos EUA disponibilizará 32 milhões de barris de petróleo em um mecanismo de intercâmbio de todos os quatro locais de armazenamento SPR. Além disso, outros 18 milhões de barris serão disponibilizados mediante aceleração da venda de petróleo da SPR com autorização prévia do Congresso.

“À medida que saímos de uma paralisação econômica global sem precedentes, o fornecimento de petróleo não acompanhou a demanda, forçando as famílias trabalhadoras e as empresas a pagar o preço”, afirmou a secretária de Energia dos Estados Unidos, Jennifer M. Granholm, em um comunicado.

A Casa Branca declara que a liberação das reservas foi feita em conjunto com outras liberações de reservas estratégicas da China, Índia, Coréia do Sul, Japão e Grã-Bretanha.

Reagindo ao anúncio da Casa Branca, o líder da minoria na Câmara, Kevin McCarthy (Republicano da Califórnia), afirmou que o lançamento do SPR – que representa apenas alguns dias da demanda doméstica dos EUA – provavelmente não terá um impacto significativo.

“A decisão do presidente Biden de explorar as reservas estratégicas da América – que fornecerá apenas 3 dias de petróleo ao mercado – não se trata de uma solução real para nossa crise de energia”,  afirmou McCarthy no Twitter.

“A solução real para sua crise de energia é deixar a América produzir a energia que temos e precisamos”, declarou McCarthy em outro comentário no Twitter.

O aumento dos custos de energia foi o maior fator que impulsionou o índice de preços ao consumidor (IPC) de outubro, que subiu 6,2 por cento nos 12 meses até outubro, um nível não visto em quase 31 anos.

A aceleração da inflação foi responsabilizada pela queda na confiança do consumidor, que em novembro atingiu o mínimo de uma década, de acordo com uma pesquisa da Universidade de Michigan.

“A confiança do consumidor caiu no início de novembro para seu nível mais baixo em uma década devido a uma taxa crescente de inflação e à crescente crença entre os consumidores de que ainda não foram desenvolvidas políticas eficazes para reduzir os danos do aumento da inflação,” relatou Richard Curtin, diretor da pesquisa, em um comunicado.

Além de se tornar uma questão importante para muitos americanos, a alta dos preços também se tornou um problema político para o governo Biden, como uma pesquisa recente da CBS / YouGov que demonstra que 67% dos americanos desaprovam a forma como Biden está lidando com a inflação.

A pesquisa também mostrou que quase dois terços dos americanos afirmam que a economia dos EUA está em péssimo estado – o pior resultado desde o auge da pandemia no verão passado – enquanto 84% dos que deram à economia uma avaliação negativa, culparam a inflação.

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