Agora basta caminhar para recarregar baterias de telefones celulares e outros dispositivos

Aparelho tem a forma e o tamanho de um relógio de pulso

Por Epoch Times

A Universidade da Pensilvânia mostrou esta semana o seu novo aparelho de recarregamento portátil que produz energia enquanto você anda.

Ele pode ajudar a manter carregados e conectados à Internet milhares de dispositivos relacionados a comunicações, como os telefones celulares.

O aparelho tem a forma e o tamanho de um relógio de pulso e “gera energia através do movimento do braço enquanto a pessoa caminha ou corre”, explicou a equipe do Instituto de Pesquisa de Materiais da Universidade da Pensilvânia e da Universidade de Utah, em 29 de agosto, ao apresentar a invenção.

“Ao fornecer energia contínua a uma bateria recarregável ou a um supercapacitor, os coletores de energia reduzem o custo da mão de obra de trocar baterias quando falham e descartá-las”, destacou a equipe.

O dispositivo utiliza o que se chama efeito psicoelétrico, onde determinados cristais produzem a corrente elétrica quando são comprimidos, ou mudam de forma quando são carregados. Uma lâmina flexível foi revestida em ambos os lados com esse material psicoelétrico.

(Jan Vasek/Pixabay)
(Jan Vasek/Pixabay)

“Esses dispositivos de captação de energia têm uma grande demanda”, explicou a professora Susan Trolier-McKinstry, da Universidade da Pensilvânia.

Outros artefatos similares foram fabricados ao redor do mundo, no entanto, de acordo com a especialista, o novo design é mais eficiente. Uma das razões é que ele contém mais camadas de material psicoelétrico produzindo maior recarga, o que antes representava um desafio para o design.

(Pixabay)
(Pixabay)

“Os dispositivos que fabricamos usando nossos materiais otimizados funcionam entre 5 e 50 vezes melhor do que qualquer outra coisa que tenha sido relatado”, acrescentou a acadêmica, prometendo que com esse sistema no futuro a potência poderá ser duplicada.

O novo modelo também usa um motor de latão excêntrico, de rotação livre, com um ímã embutido e feixes múltiplos de material psicoelétrico, com um ímã em cada feixe.

“Quando o ímã no motor se aproxima de um dos feixes, os ímãs se repelem e desviam, em um processo conhecido como frequência de conversão ascendente”, dizem os inventores.

A Universidade da Pensilvânia anunciou que estão trabalhando para adicionar um componente magnético que irá capturar a energia durante uma parte maior do dia, mesmo quando não houver atividade física.

 
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